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Dinamarca demarca-se de críticas ao caso dos submarinos australianos

A Dinamarca, um dos mais próximos aliados dos EUA na Europa, criticou hoje a postura da França e da União Europeia (UE) na crise dos submarinos australianos, saindo em defesa de Washington.

Dinamarca demarca-se de críticas ao caso dos submarinos australianos

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, criticou as reações de vários líderes europeus à crise entre a França e os Estados Unidos, por causa do cancelamento de um contrato de entrega à Austrália de 12 submarinos convencionais franceses, em detrimento da venda de tecnologia de submarinos de propulsão nuclear por parte dos EUA e do Reino Unido.

"Não consigo entender as reações. De forma nenhuma. E isso não significa que o Governo dinamarquês concorde necessariamente com os EUA em tudo. Dissemos que gostaríamos de outra saída no Afeganistão, mas não estou frustrada com o novo Governo norte-americano ", disse Frederiksen, em declarações ao jornal Politiken.

A decisão dos Estados Unidos de criar um pacto de defesa com o Reino Unido e com a Austrália gerou uma crise diplomática, com críticas de vários dirigentes da UE, que manifestaram de forma veemente o seu desagrado com a forma como Washington tratou a Europa.

"Vejo Joe Biden (Presidente dos Estados Unidos) como alguém muito leal à aliança transatlântica. E acho que, de maneira geral, devemos parar de tornar alguns desafios concretos, que sempre existirão entre os aliados, em alguma coisa que não deveriam ser", defendeu a chefe do Governo da Dinamarca.

Frederiksen, que está em Nova Iorque para participar na Assembleia Geral anual da ONU, disse que Biden está a mudar a política externa do seu país, para aceitar novamente "o papel de líder global que só os Estados Unidos podem assumir".

"Não há dúvida de que Joe Biden está a tirar a política externa norte-americana de uma estratégica isolacionista", acrescentou a líder dinamarquesa, que manifestou a sua oposição àqueles que querem "enfraquecer" a colaboração transatlântica.

Leia Também: Crise dos submarinos é "alerta" para a UE

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