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Talibãs pedem para falar a líderes na ONU em carta enviada a Guterres

Suhail Shaheen foi também 'nomeado' como embaixador do Afeganistão nas Nações Unidas, 'retirando' Ghulam Isaczai do cargo. Informações são avançadas pela Reuters.

Talibãs pedem para falar a líderes na ONU em carta enviada a Guterres

Os talibãs, que tomaram o poder no Afeganistão, querem falar aos líderes mundiais na Assembleia-Geral das Nações Unidas que está a decorrer esta semana em Nova Iorque, nos Estados Unidos, avança a Reuters. O pedido foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros Amir Khan Muttaqi, em carta enviada esta segunda-feira ao Secretário-Geral da ONU, António Guterres.

O envio da missiva por parte de Muttaqi foi já confirmada por Farhan Haq, porta-voz das Nações Unidas. 

De recordar que, no passado dia 13,  Guterres considerou "muito importante" que as Nações Unidas dialoguem com os talibãs, tendo como objetivo facilitar a distribuição da ajuda humanitária no Afeganistão, que deverá servir de "alavanca" aos Direitos Humanos.  

Os talibãs, também de acordo com a agência de notícias, nomearam Suhail Shaheen, o seu porta-voz em Doha, no Qatar, como o embaixador do Afeganistão nas Nações Unidas, 'retirando' Ghulam Isaczai do cargo.

Na mesma carta, os talibã consideraram "terminada" a "missão" de Isaczai, acrescentando que este "já não representa mais o Afeganistão". Contudo, até que haja uma decisão do comité da ONU, este manter-se-á em funções. 

Ghulam Isaczai tem, até, a sua intervenção na 76.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas marcada para a próxima segunda-feira, o último dia da reunião dos líderes mundiais.

Recorde-se que vários países já estabeleceram contactos com o governo talibã desde que assumiu o poder, principalmente para organizar evacuações e fornecer ajuda humanitária a civis, embora não haja ainda reconhecimento formal da sua autoridade.

Após quase duas décadas de presença de forças militares norte-americanas e da NATO, os talibãs tomaram o poder em Cabul a 15 de agosto, culminando uma rápida ofensiva que os levou a controlar as capitais de 33 das 34 províncias afegãs em apenas 10 dias.

Desde então, os combatentes islamitas radicais asseguraram em várias ocasiões a intenção de formar um Governo islâmico "inclusivo", que representasse todas as tribos e etnias do Afeganistão, mas em 7 de setembro anunciaram um governo totalmente masculino, só com ministros talibãs, incluindo veteranos da sua linha dura, que governou o país entre 1996 e 2001, e da luta de 20 anos contra a coligação internacional liderada pelos Estados Unidos.

[Notícia atualizada às 23h48]

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