Meteorologia

  • 20 OUTUBRO 2021
Tempo
19º
MIN 16º MÁX 26º

Edição

Ministros da UE vão discutir implicações do pacto AUKUS à margem da ONU

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) vão discutir hoje as consequências e implicações do pacto AUKUS numa reunião à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, anunciou um porta-voz da Comissão Europeia.

Ministros da UE vão discutir implicações do pacto AUKUS à margem da ONU
Notícias ao Minuto

13:01 - 20/09/21 por Lusa

Mundo ONU

O chefe da diplomacia europeia, "Josep Borrell, presidirá esta reunião, que será a primeira oportunidade para discutir as implicações e consequências deste acordo para a UE e os seus Estados membros", afirmou o porta-voz.

O pacto AUKUS [firmado entre Austrália, Estados Unidos e Reino Unido e anunciado na quarta-feira] tem como objetivo reforçar a cooperação trilateral em tecnologias avançadas de defesa, como a inteligência artificial, sistemas submarinos e vigilância a longa distância.

Os Estados Unidos, Austrália e Reino Unido anunciaram o pacto de defesa destinado a enfrentar a República Popular da China na região Indo-Pacífico, que inclui a compra pela Austrália de submarinos nucleares norte-americanos.

A ministra da Defesa de França, Florence Parly, cancelou oencontro agendado esta semana com o seu homólogo britânico, Ben Wallace, no contexto da crise diplomática causada pelo cancelamento de um contrato de venda de submarinos franceses à Austrália.

Os meios de comunicação da França publicaram hoje que o cancelamento ocorreu a pedido de Parly, como forma de expressar insatisfação pelo caso dos submarinos, no qual Londres desempenhou um papel secundário.

A França tinha um contrato para a entrega à Austrália de doze submarinos com propulsão convencional no valor de 56 mil milhões de euros, que foi cancelado por Camberra, que comprou posteriormente os submergíveis aos Estados Unidos.

Paris expressou novamente a sua insatisfação com os três países signatários do pacto AUKUS (iniciais em inglês dos três países anglo-saxónicos) depois de na sexta-feira o Presidente de França, Emmanuel Macron, tomar a decisão de chamar os embaixadores em Washington e Camberra para consultas.

Uma medida sem precedentes que as autoridades francesas justificaram com o que consideram uma "traição" dos três países aliados tradicionais, o que significou para a França uma grave quebra de confiança.

Leia Também: Confronto entre EUA e China é "perigoso para o mundo", diz Guterres

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Quinto ano consecutivo Escolha do Consumidor para Imprensa Online.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório