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Biden quer reunião sobre fim de contrato para Austrália comprar submarino

O Presidente norte-americano, Joe Biden, pediu uma reunião com o seu homólogo francês Emmanuel Mácron, após a Austrália ter rompido um mega-contrato para submarinos franceses, e "haverá uma troca telefónica nos próximos dias", anunciou hoje o porta-voz do Governo francês.

Biden quer reunião sobre fim de contrato para Austrália comprar submarino
Notícias ao Minuto

12:35 - 19/09/21 por Lusa

Mundo EUA

O Governo francês vai pedir "esclarecimentos" a Emmanuel Macron, afirmou Gabriel Attal BFMTV, acrescentando: "Queremos explicações" sobre o que "parece ser uma grande quebra de confiança".

Joe Biden anunciou na noite de quarta-feira uma parceria estratégica com o Reino Unido e a Austrália, fornecendo submarinos com propulsão nuclear a Camberra.

Embora tenha negado que França esteja a pensar sair da NATO, garantiu que este assunto irá pesar na nova estratégia da aliança que será estabelecida na próxima cimeira de Madrid.

Camberra comprometeu-se em 2016 a comprar 12 submarinos à francesa Naval Group por um valor de 34 mil milhões de euros, num apelidado "contrato do século", e o revés do contrato, anunciado pelo primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, a partir da Casa Branca na quarta-feira, causou ondas de choque em terras gaulesas.

Na altura, Scott Morrison anunciou o fim deste contrato, entregando a encomenda aos Estados Unidos.??

Os australianos terão justificado a mudança por preferirem agora submarinos a propulsão nuclear, uma tecnologia que o Naval Group não tem capacidade de produzir. No entanto, para a maioria dos observadores, é uma questão política e geoestratégica, com a Austrália a aproximar-se dos parceiros anglófonos.

O Naval Group, que tem uma participação de 62% do Estado francês, já disse que vai pedir uma indemnização, para a qual ainda não há uma estimativa de valor.

Além do contrato para a compra de material de Defesa, o contrato com a França incluía também uma parceria estratégia entre os dois países que deveria durar 50 anos.

Leia Também: Londres defende pacto com EUA e Austrália e esta alega interesse nacional

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