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UE envia pela primeira vez missão de observação eleitoral ao Iraque

A União Europeia (UE) vai, pela primeira vez, enviar 80 observadores ao Iraque para supervisionar as eleições legislativas antecipadas de 10 de outubro, anunciou hoje a chefe da missão de observação do bloco europeu, Viola von Cramon.

UE envia pela primeira vez missão de observação eleitoral ao Iraque

"Esta é a primeira vez que a UE envia uma missão de observação eleitoral ao Iraque", disse Viola von Cramon numa conferência de imprensa em Bagdade, acrescentando que a equipa é composta por 80 pessoas.

"Encorajo todos os partidos a garantirem um processo pacífico. A violência e a intimidação não têm lugar nas eleições. Qualquer violência (...) acabará por impedir os eleitores de darem a sua voz", acrescentou a eurodeputada alemã.

Um clima "pacífico e seguro" é essencial para "garantir a todos os candidatos, especialmente mulheres, ativistas, jornalistas, defensores dos direitos humanos e todo o eleitorado, possam exercer plenamente os seus direitos e liberdades democráticas", acrescentou Von Cramon.

Em 10 de outubro, quase 25 milhões de votantes vão às urnas para escolher entre 3.249 candidatos que disputam 329 cadeiras no Parlamento.

Estas eleições legislativas, inicialmente marcadas para 2022, são uma das raras concessões feitas pelo Governo face aos protestos populares sem precedentes do final de 2019, desencadeados para denunciar a corrupção endémica e a má gestão do poder público.

Após o início deste protesto, dezenas de ativistas foram vítimas de sequestros, assassínios ou tentativas de assassínios.

Ninguém assumiu a responsabilidade por esses ataques, mas os manifestantes acreditam que sejam "milícias" xiitas, num país onde grupos armados financiados pelo Irão continuam a ganhar influência.

Nos últimos meses, os pedidos de boicote têm-se multiplicado, vindos em particular de jovens desiludidos que acusam os partidos de compra de votos e clientelismo, mas também de recorrer à intimidação e capangas.

A organização não-governamental (ONG) Human Rights Watch (HRW) lamentou hoje os "obstáculos significativos" enfrentados por "centenas de milhares" de pessoas com deficiências que "não conseguem votar".

Segundo a ONG, as assembleias de voto são instaladas "quase exclusivamente" em escolas, com as urnas por vezes colocadas nos segundos andares de edifícios sem elevadores.

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