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Líder do Estado Islâmico no Grande Saara morto por forças francesas

O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou esta madrugada que o líder do grupo terrorista "Estado Islâmico no Grande Saara" (EIGS), Adnan Abu Walid Sahraoui, foi "neutralizado" por forças militares francesas.

Líder do Estado Islâmico no Grande Saara morto por forças francesas
Notícias ao Minuto

06:13 - 16/09/21 por Lusa

Mundo Macron

"Trata-se de um novo grande sucesso no combate que conduzimos contra os grupos terroristas no Sahel", escreveu o Presidente francês na rede social Twitter.

Na mensagem, Macron acrescentou que o país "pensa esta noite em todos os seus heróis mortos pela França no Sahel nas operações Serval e Barkhane, nas famílias enlutadas, em todos os seus feridos. O seu sacrifício não é em vão".

O líder do EIGS "morreu após um ataque da força Barkhane", escreveu a ministra da Defesa francesa, Florence Parly, no Twitter, saudando "um golpe decisivo" contra o grupo terrorista.

O EIGS, criado em 2015 por Adnan Abu Walid Sahraoui, tinha sido designado como "inimigo prioritário" no Sahel, na cimeira de Pau (sudoeste da França), em janeiro de 2020.

É considerado como estando por detrás da maioria dos ataques na região das "três fronteiras", uma vasta área que abrange o Mali, Níger e Burkina Faso, entre os países mais pobres do mundo.

Em particular, reivindicou o ataque de Tongo Tongo, em outubro de 2017, no Níger, perto da fronteira maliana, uma emboscada que provocou a morte de quatro soldados norte-americanos e de outros tantos nigerinos.

A região é alvo recorrente de ataques de dois grupos jihadistas armados, o Estado Islâmico no Grande Sahara (EIGS) e o Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (GSIM, na sigla em francês), associado à Al-Qaeda.

Pelo menos 5.100 militares franceses estiveram destacados nesta vasta região desértica, na operação Barkhane, a partir de 2014, sucedendo à operação Serval, lançada em 2013 pelo então Presidente francês François Hollande, para impedir que grupos jihadistas no norte do Mali assumissem o controlo do país.

Macron anunciou o fim da operação Barkhane no início de junho, considerando que a presença francesa "não pode substituir" os Estados da região que "decidem não assumir as suas responsabilidades" e não garantem a segurança ou os serviços públicos no seu território.

Meia centena de soldados franceses morreram nesta missão, que custa à França cerca de mil milhões de euros por ano.

Ao anunciar a redução das forças francesas no Sahel, em 10 de junho, Macron disse que a luta contra o terrorismo seria levada a cabo por forças especiais estruturadas em torno das operações Takuba e EUTM Mali, com participação francesa.

A operação Barkhane também contou com sete aviões de combate, 20 helicópteros, cinco a oito aviões de transporte estratégico, 280 veículos de combate pesados, 220 veículos ligeiros e 400 veículos logísticos, segundo o Ministério da Defesa francês.

Para além da luta contra o terrorismo, a estratégia francesa na região visava também assegurar que os países do chamado G5 Sahel (Níger, Mauritânia, Burkina Faso, Mali e Chade) conseguissem garantir a sua própria segurança de forma autónoma.

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