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Líderes de grupos europeístas apoiam Von der Leyen, eurocéticos contestam

Os líderes dos grupos políticos europeístas do Parlamento Europeu (PE) defenderam hoje a ação da Comissão Europeia, com os eurocéticos a contestarem o conteúdo do discurso do Estado de União Europeia UE), da líder do executivo comunitário.

Líderes de grupos europeístas apoiam Von der Leyen, eurocéticos contestam

Com as intervenções escaladas por ordem de grandeza dos grupos políticos, Manfred Weber (Partido Popular Europeu -- PPE) foi o primeiro a falar, para felicitar a Comissão pela gestão da pandemia da covid-19 e a liderança da UE no processo de vacinação dos cidadãos.

O presidente do PPE, que inclui os eurodeputados do PSD e o do CDS, defendeu a redução da burocracia e apelou a reforço da defesa da UE.

Também a líder dos Socialistas & Democratas (S&D, que inclui a delegação do PS) avaliou positivamente a ação na luta contra a pandemia e o arranque da distribuição das verbas da 'bazuca' -- o fundo de recuperação NextGenerationEU para fazer face às consequências da covid-19 - em 18 Estados-membros, incluindo Portugal.

A eurodeputada espanhola destacou ainda, pela positiva, a transição para uma economia verde, mas observou que a crise exacerbou as desigualdades e atingiu mais duramente os mais vulneráveis.

Falando em nome dos liberais do Renew Europe, Dacian Ciolos pediu ao executivo comunitário que comece a utilizar o mecanismo de condicionalidade do Estado de direito da UE - em vigor há quase um ano mas nunca aplicado -, para deixar de financiar movimentos iliberais em muitas partes da Europa.

Por seu lado, Philippe Lambert, dos Verdes (onde tem assento o ex-PAN e agora independente Francisco Guerreiro), exigiu uma maior ação no âmbito do clima e uma política de refugiados reformulada.

No campo dos eurocéticos, Jorg Meuthen (líder do grupo Identidade e Democracia -- ID) contestou o Pacto ecológico Europeu, o pacote climático Fit for 55, o fundo de recuperação da covid-19, considerado que as despesas irão cair sobre os cidadãos.

OS recursos do NextGenerationEU também estiveram sob a mira de Raffaele Fito, do grupo dos Conservadores e Reformistas, tendo o eurodeputado defendido que a 'bazuca' não é suficiente, para além de contestar a transição para uma economia mais verde porque, afirmou, afeta o sistema de produção.

Martin Schirdewan, líder do Grupo da Esquerda (que inclui PCP e BE), argumentou que Ursula von der Leyen se limitou a tecer autoelogios sem ter apresentado respostas aos problemas da UE, nomeadamente por não ter decidido levantar as patentes das vacinas da covid-19.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, proferiu hoje o seu segundo discurso sobre o estado da UE, centrando as prioridades para 2022 no reforço económico, da política de saúde e da tecnologia, entre outros temas.

O primeiro discurso do Estado da União foi proferido pelo então presidente da Comissão José Manuel Durão Barroso em 07 de setembro de 2010, uma prática que foi seguida pelo seu sucessor, Jean-Claude Juncker, e pela atual chefe do executivo comunitário.

Ursula Von der Leyen, que tomou posse em 01 de dezembro de 2019, fez a sua primeira intervenção deste género em 16 de setembro de 2020.

Leia Também: Sindicatos europeus criticam Von der Leyen por falta de soluções

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