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Opositor ruandês em greve de fome contra prisão por violação

Um proeminente professor universitário e opositor do Governo ruandês iniciou na semana passada uma greve de fome para protestar contra a sua prisão por violação, disse hoje o seu advogado.

Opositor ruandês em greve de fome contra prisão por violação
Notícias ao Minuto

17:02 - 14/09/21 por Lusa

Mundo Ruanda

Segundo a polícia, Christopher Kayumba foi preso na quinta-feira na sequência de acusações feitas por várias mulheres, incluindo uma ex-aluna da escola de jornalismo e comunicação da Universidade do Ruanda, em Kigali, onde ensinava.

"Ele iniciou uma greve de fome após a sua detenção e tomou a decisão de continuar a greve de fome até as acusações políticas serem retiradas", disse o seu advogado, Seif Ntirenganya.

Ntirenganya disse que o seu cliente foi na segunda-feira levado ao hospital, sem o seu consentimento, para testes médicos, aos quais se recusou a submeter-se porque temia que as amostras fossem utilizadas contra si.

"Parecia fraco e frágil ontem (segunda-feira), mas jurou combater estas acusações", acrescentou.

"É curioso que estas alegações tenham surgido logo após ele ter tornado públicas as suas ambições políticas", referiu.

O opositor do regime do Presidente Paul Kagame, Christopher Kayumba, 47 anos, lançou um partido político em março. Pouco tempo depois, apareceram acusações iniciais de violação nas redes sociais, as quais negou.

Kayumba, que também criou um jornal 'online' (The Chronicles), já tinha sido preso em dezembro de 2019 e condenado a um ano de prisão por "perturbação da ordem pública", depois de acusar a segurança do aeroporto de Kigali de o impedir de viajar para Nairobi.

As autoridades disseram que tinha chegado ao aeroporto tarde e embriagado, e que tinha ameaçado "fechar o aeroporto".

Em junho, outro professor universitário, Aimable Karasira, que ficou conhecido pelo seu canal no YouTube, em que criticava o Presidente Kagame, foi preso e acusado de negacionismo, permanecendo detido.

Sobrevivente do genocídio de 1994, que deixou 800.000 pessoas mortas, na sua maioria tutsi, acusa a Frente Patriótica Ruandesa (RPF) de Kagame de ter matado os seus pais.

Leia Também: Kagame defende julgamento de ex-hoteleiro que inspirou 'Hotel Ruanda'

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