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Afeganistão: Irão defende que governo não representa todos os afegãos

O Governo formado pelos talibãs em Cabul não representa todos os afegãos, disse hoje o Irão, que tinha apelado a "todas as partes" para formarem um Governo "representativo da diversidade" do país e está preocupado com as consequências do conflito.

Afeganistão: Irão defende que governo não representa todos os afegãos

O Governo interino afegão "não é certamente o Governo inclusivo que a comunidade internacional e a República Islâmica do Irão esperam", afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Said Khatibzadeh, em conferência de imprensa, em Teerão.

Também o Qatar, país que tem tido um papel importante no caso do Afeganistão, pediu hoje "reconciliação nacional" como uma "válvula de segurança" para a estabilidade no país, defendeu hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros, Mohammed ben Abderrahmane Al-Thani, em conferência conjunta com o homólogo francês, Jean-Yves Le Drian, em Doha.

Depois de terem assumido o poder em Cabul em 15 de agosto, os talibãs anunciaram na terça-feira os principais ministros do Governo, todos talibãs e quase todos pertencentes ao grupo étnico Pashtun, incluindo várias figuras que já eram muito influentes no período em que o grupo fundamentalista governou o país (1996-2001).

Em 23 de agosto, Khatibzadeh tinha apelado a "todos os grupos e campos políticos" no Afeganistão para se "absterem do uso de força e se envolverem em negociações e diálogos", garantindo que a "República Islâmica do Irão mantém um canal permanente de comunicação com todos os campos políticos no Afeganistão".

O Irão teve uma relação controversa com os talibãs, já que nunca reconheceu o domínio dos insurgentes do Emirato Islâmico do Afeganistão (1996-2001). Porém, nos últimos meses, Teerão parece ter-se aproximado.

No entanto, a 06 de setembro, Teerão condenou "firmemente" o ataque dos talibãs no Vale de Panjshir no Afeganistão, o último reduto de resistência ao movimento fundamentalista islâmico, que afirma ter tomado o controlo "completo" do país.

A República Islâmica do Irão (xiita), que partilha uma fronteira de mais de 900 quilómetros com o Afeganistão, absteve-se até agora de criticar os talibãs (sunitas) desde que chegaram ao poder, em 15 de agosto.

"Temos de esperar e ver como os talibãs respondem às exigências internacionais", disse hoje o porta-voz dos Negócios Estrangeiros iraniano.

O Irão, que já acolhe mais de três milhões de afegãos, teme um novo fluxo de refugiados no território.

Mais tarde, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Hussein Amir-Abdollahian, reiterou a posição sobre a situação no Afeganistão numa conversa telefónica com o homólogo britânico, Dominic Raab.

Amir-Abdollahian disse que a instauração da segurança e estabilidade no Afeganistão depende do estabelecimento de um governo inclusivo com a participação de todos os grupos étnicos afegãos, indicou um comunicado do seu Ministério.

Leia Também: Guterres: Afeganistão vive "horas difíceis" e precisa de ajuda global

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