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Nações Unidas suspendem ajuda no Sudão do Sul por falta de financiamento

O Programa Alimentar Mundial (PAM) anunciou hoje que vai ser forçado a suspender a ajuda alimentar, a partir do próximo mês e até janeiro, a mais de 100.000 pessoas deslocadas no Sudão do Sul, por falta de financiamento.

Nações Unidas suspendem ajuda no Sudão do Sul por falta de financiamento

Um total de 106.000 pessoas que vivem na capital do país, Juba, a cidade noroeste de Wau e num condado, em Bor, no centro do Sudão, serão afetadas, disse o PAM, acrescentando que precisava de 154 milhões de dólares (131 milhões de euros) para evitar novos cortes neste apoio.

"Os tempos difíceis exigem medidas drásticas. Somos obrigados a tomar estas decisões dolorosas e a esticar os nossos recursos limitados para satisfazer as necessidades críticas das pessoas à beira da fome", afirmou o diretor nacional do PAM, Matthew Hollingworth, numa declaração.

"Se os níveis de financiamento continuarem a diminuir, poderemos não ter outra escolha senão fazer mais cortes à medida que as necessidades das comunidades vulneráveis continuarem a ultrapassar os recursos disponíveis", referiu.

O anúncio surge pouco depois de o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em inglês) ter relatado que 380.000 pessoas tinham sido afetadas por fortes inundações, que atingiram terras agrícolas, submergiram casas e deslocaram famílias no país mais pobre do mundo.

No mês passado, o OCHA alertou para uma falha de financiamento, dizendo ter recebido apenas 54% dos 1,7 mil milhões de dólares necessários para financiar os seus programas no país.

Mais de 82% dos 11 milhões de pessoas do país vivem abaixo do limiar da pobreza, segundo o Banco Mundial, e 60% da população sofre de fome provocada por conflitos, secas e inundações.

Desde que obteve a independência do Sudão, em 2011, o país mais jovem do mundo tem sido flagelado por uma crise económica e política crónica e está numa luta para recuperar da guerra civil, que deixou quase 400.000 mortos e quatro milhões de deslocados entre 2013 e 2018.

Ao abrigo de um acordo de paz de 2018, Salva Kiir e Riek Machar, adversários durante a guerra civil, participam agora num governo de unidade nacional, o primeiro como Presidente e o segundo como vice-presidente.

Mas este governo está sob constante ameaça de lutas pelo poder que estão a atrasar a implementação do acordo de paz e a alimentar a violência e a crise económica.

Leia Também: Cerca de 380 mil pessoas afetadas por inundações no Sudão do Sul

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