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Alemanha: Candidato do SPD volta a ser favorito em debate televisivo

O candidato do Partido Social Democrata (SPD) às eleições legislativas alemãs, Olaf Scholz, à frente nas sondagens, superou os adversários como favorito dos telespetadores no segundo debate televisivo, convencendo 41%, de acordo com um inquérito da televisão ARD.

Alemanha: Candidato do SPD volta a ser favorito em debate televisivo

Armin Laschet, candidato da União Democrata-Cristã (CDU), apostou no ataque para tentar dar a volta às mais recentes sondagens e conseguiu ser o segundo candidato que mais pessoas convenceu, com 27% dos resultados no mesmo inquérito realizado pela televisão pública.

Todos os estudos realizados na última semana apontam para uma vitória do SPD nas eleições legislativas marcadas para 26 de setembro, alguns chegando a registar uma diferença de seis pontos percentuais para com a CDU.

A duas semanas das votações, este debate era visto como a grande oportunidade de Laschet devolver o partido ao primeiro lugar entre os favoritos dos alemães.

O candidato da CDU acusou Scholz de, como ministro das Finanças do atual Governo, falhar nas suas responsabilidades de supervisão no combate à lavagem de dinheiro.

"Se o meu ministro das Finanças tivesse trabalhado assim, teríamos tido um problema sério", atirou Armin Laschet.

Outro dos argumentos usados pelo também ministro-presidente da Renânia do Norte-Vestefália foi a possibilidade de uma coligação de esquerda pós-eleições, argumento que já tinha sido usado pela atual chanceler Angela Merkel.

"É por isso que tem de ficar claro para todos: quando houver uma possibilidade, mesmo que Scholz fique em segundo, vai construir uma coligação com o partido de esquerda", referindo-se a uma aliança com os Verdes, e o partido Die Linke (A Esquerda).

Olaf Scholz voltou a não excluir esta possibilidade, argumentando que, primeiro, os eleitores terão de ir às urnas. O candidato do SPD esteve ao lado de Annalena Baerbock, candidata dos Verdes, em alguns temas, como o aumento do salário mínimo, e a criação de um imposto sobre a riqueza.

Baerbock passou o segundo debate entre os dois adversários, assumindo quase uma posição de moderadora. A candidata dos Verdes, que tem vindo a perder apoio desde as acusações de plágio em que está envolvida, criticou a CDU e o SPD pelas suas metas pouco ambiciosas em relação às emissões de carbono.

Também Annalena Baerbock se recusou a afastar uma possível coligação com os partidos de esquerda, negando uma comparação do Die Linke com o 'Alternativa para a Alemanha' (AfD), que representa posições extremas no espetro político de direita.

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