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Decisões de países sobre 3.ª dose "bem compreendidas" por regulador da UE

A Agência Europeia de Medicamentos disse hoje que decisões dos países da União Europeia (UE) de avançarem para doses de reforço das vacinas contra a covid-19, nomeadamente a grupos vulneráveis como defendido em Portugal, são "bem compreendidas" pelo regulador.

Decisões de países sobre 3.ª dose "bem compreendidas" por regulador da UE
Notícias ao Minuto

13:21 - 09/09/21 por Lusa

Mundo Covid-19

"Os Estados-membros da UE podem, através do seu grupo consultivo nacional de imunização, decidir avançar com planos para administrar doses adicionais ou de reforço como uma medida proativa para proteger a saúde pública antes que uma decisão reguladora seja tomada e essas decisões são muito bem compreendidos pela agência na atual situação de emergência que atravessamos", afirmou o responsável pela estratégia de vacinação da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), Marco Cavaleri.

Falando em conferência de imprensa na sede do regulador da UE, em Amesterdão, o responsável assinalou que a variante Delta do coronavírus SARS-CoV-2, predominante no espaço comunitário, gerou "inesperados aumentos de infeções em várias partes do mundo".

"À luz desta tendência, está em discussão na maioria dos Estados-membros europeus se certos grupos vulneráveis podem já beneficiar da vacinação de reforço", assinalou Marco Cavaleri.

E, apesar de a saúde ser uma competência nacional na UE e por isso cada país decidir se avança ou não com a terceira dose, as farmacêuticas com vacinas anticovid-19 aprovadas no espaço comunitário podem também fazer um pedido nesse sentido ao regulador europeu.

À EMA, chegou até agora apenas um pedido submetido esta semana pelas empresas Pfizer/BioNTech para restabelecer a proteção de vacinados com 16 anos de idade ou mais após seis meses da segunda dose.

Marco Cavaleri disse hoje à imprensa que "o resultado desta avaliação é esperado dentro de poucas semanas", assinalando que "outras fabricantes poderão em breve seguir um caminho semelhante", como a Moderna.

O responsável da EMA insistiu que "as provas atuais, baseadas na análise de dados do mundo real sobre a eficácia da vacina e a duração da proteção, mostram que existe ainda uma proteção global considerável contra doenças graves e hospitalização na população em geral" das vacinas contra a covid-19 aprovadas na UE, pelo que uma terceira dose só é admitida para grupos vulneráveis como imunodeprimidos.

Quanto ao tipo de vacina a administrar na terceira dose, Marco Cavaleri assinalou que, "em alguns Estados-membros e em outros países do mundo, há casos em que a dose de reforço é a de outra fabricante" que não a das doses administradas no ciclo primário, situação que a EMA ainda está a analisar.

A posição do regulador é idêntica à do Centro Europeu para Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), que num relatório divulgado na semana passada - e coassinado por especialistas da EMA - defendeu não existir "necessidade urgente" de administrar doses de reforço da vacina anticovid-19 à população em geral, dado que os fármacos aprovados na UE são "altamente protetores" contra doença grave.

Ainda assim, o ECDC admitiu "a opção de administrar uma dose adicional de vacina a pessoas que possam ter uma resposta limitada ao ciclo primário de vacinação", incluindo "indivíduos imunodeprimidos, por exemplo, recetores de transplantes", bem como "indivíduos mais velhos e frágeis".

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde atualizou também na semana passada as normas para admitir uma terceira dose adicional da vacina a imunodeprimidos com mais de 16 anos, como transplantados, seropositivos e doentes oncológicos.

A covid-19 provocou pelo menos 4.593.164 mortes em todo o mundo, entre mais de 222,46 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 17.826 pessoas e foram contabilizados 1.050.719 casos de infeção confirmados, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.

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