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Alabama desperdiça 65 mil doses de vacinas por falta de candidatos

Estados Unidos enfrentam agora uma desaceleração na campanha de vacinação contra a Covid-19, apesar do grande investimento da Casa Branca em campanhas de esclarecimento e incentivo.

Alabama desperdiça 65 mil doses de vacinas por falta de candidatos

O Alabama, um dos estados com menor taxa de vacinação contra a Covid-19 dos Estados Unidos, acaba de perder mais de 65 mil doses por terem atingido o fim da data de validade. Enquanto isso, o número de casos e hospitalizações sobe vertiginosamente entre os não vacinados.

Ao todo, o estado teve de desfazer-se de 65.511 doses de vacinas por falta de candidatos à vacinação. 

O caso, noticiado pela imprensa norte-americana no fim de semana, acontece numa altura em que o Alabama regista em média cerca de três mil novos casos e 1.700 novas hospitalizações por dia.

No final de julho, o número de internamentos aumentou cerca de 400% neste estado. 97% dos pacientes admitidos em unidades de saúde por causa da Covid-19 não foram vacinados.

Mas o Alabama não é caso único. Também na Carolina do Norte, mais de meio milhão de doses da Pfizer devem ficar fora da validade até ao fim deste mês.

De um modo geral, apesar de terem sido pioneiros, os Estados Unidos enfrentam agora uma desaceleração na campanha de vacinação contra a Covid-19, apesar do grande investimento da Casa Branca em campanhas de esclarecimento e incentivo.

A Food and Drug Administration (FDA), o regulador dos Estados Unidos, até já estendeu o tempo de vida útil da vacina da Johnson & Johnson em seis semanas, mas isso parece não fazer face à hesitação dos norte-americanos.

"Estou com raiva, chateado, desapontado", confessa José R. Romero, secretário de saúde de Arkansas. "Como nação, temos trabalhado tanto para disponibilizar estas vacinas, e não as ver aceites pela população é muito dececionante, muito dececionante. Se olharmos de um ponto de vista global, milhões de pessoas estão a ser afetadas por este vírus em todo o mundo e nós estamos a atirar vacinas fora."

"É difícil de entender e difícil de aceitar", acrescentou.

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