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Pelo menos 40 mortos no Afeganistão devido a inundações

Pelo menos 40 pessoas morreram devido a inundações repentinas desencadeadas por fortes chuvas na província do Nuristão, no nordeste do Afeganistão, anunciaram hoje as autoridades locais.

Pelo menos 40 mortos no Afeganistão devido a inundações

"Neste momento, recuperámos 40 cadáveres" no distrito de Kamdish após as inundações "terem destruído completamente todas as casas" de uma aldeia, afirmou o chefe do conselho provincial do Nuristão, Saydullah Paynda, à agência espanhola EFE.

Saydullah Paynda disse que há "entre 150 e 300 pessoas desaparecidas que poderão estar mortas", pelo que o número de vítimas mortais poderá ser muito mais elevado à medida que prosseguem os esforços de busca e salvamento.

As inundações repentinas, causadas por fortes chuvas, atingiram uma aldeia de cerca de 80 casas ao longo de um rio na zona de Mirdish cerca da meia-noite local, precisou.

A mesma fonte disse que o nível da água já baixou para o seu curso normal, mas os esforços de socorro foram afetados porque a área está sob controlo talibã.

"Apelo aos talibãs para que se apressem a ajudar as vítimas", acrescentou.

O porta-voz do Ministério de Gestão de Catástrofes do Estado, Tamim Azimi, disse à EFE que os elementos das equipas de salvamento "estão na área a recolher informações sobre o incidente".

O Nuristão é uma das províncias mais pobres e menos desenvolvidas do Afeganistão, e a sua geografia montanhosa deixa os seus habitantes expostos a catástrofes naturais, como inundações e avalanches repentinas.

As catástrofes naturais são frequentes no Afeganistão e causam perdas de vidas humanas generalizadas, como os deslizamentos de terras que mataram 2.000 pessoas em maio de 2014, no nordeste do país, uma situação exacerbada por quase duas décadas de guerra.

Em setembro do ano passado, pelo menos 190 pessoas morreram devido a inundações repentinas que atingiram uma dúzia de províncias do Afeganistão, e destruíram mais de 1.000 casas.

Leia Também: Afeganistão: Ataques talibãs duplicaram depois de acordo com EUA

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