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Blinken alerta para regressão democrática no mundo durante visita à Índia

O chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken, marcou hoje a sua visita à Índia com um alerta para o risco de uma "regressão democrática" no mundo e a defesa dos ideais democráticos pelos dois países.

Blinken alerta para regressão democrática no mundo durante visita à Índia
Notícias ao Minuto

11:15 - 28/07/21 por Lusa

Mundo EUA

"Acreditamos que todas as pessoas merecem ter uma voz no seu governo, ser tratadas com respeito, não importa quem sejam", disse Blinken num encontro com a sociedade civil e representantes de diferentes comunidades em Nova Deli, citado pela agência Associated Press.

Blinken considerou ser "vital que as duas principais democracias do mundo continuem a defender estes ideais em conjunto".

Antes da visita de Blinken, Washington tinha dito que o principal diplomata dos Estados Unidos iria levantar as questões dos direitos humanos e da democracia na Índia.

Os opositores do partido nacionalista hindu do primeiro-ministro, Narendra Modi, acusaram-no de asfixiar a dissidência e de introduzir políticas divisionistas vistas por muitos como discriminatórias para com os muçulmanos e outras minorias.

Modi também tem sido acusado de tentar silenciar as vozes críticas à forma como a sua administração tem lidado com a pandemia de covid-19.

A Índia tem negado as críticas ao seu registo em matéria de direitos humanos e as acusações de governos estrangeiros de que as liberdades civis diminuíram no país.

Antony Blinken tem na agenda um encontro com Narendra Nodi ao fim do dia de hoje, antes de partir para o Koweit.

Na sua primeira visita à Índia como secretário de Estado, Blinken encontrou-se com o seu homólogo Subrahmanyam Jaishankar.

"A relação entre os nossos dois países é uma das mais importantes do mundo", disse o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, citado pela agência France-Presse.

Blinken também teve uma breve troca de palavras com um representante do líder espiritual tibetano, o Dalai Lama Tenzin Gyatso, que vive no exílio na Índia desde a ocupação chinesa do Tibete em 1959.

Na antecipação da visita, Washington destacou como um dos temas das conversações de Blinken a situação de segurança no Afeganistão.

Washington espera que Nova Deli desempenhe um papel ativo na estabilização do Afeganistão num momento crítico para o país, após a decisão dos Estados Unidos de retirar as suas tropas do terreno.

O avanço dos talibãs no Afeganistão é uma preocupação para Nova Deli, que tem oferecido ajuda, reconhecimento e financiamento ao atual Governo de Cabul no combate contra os insurgentes.

A consolidação da aliança Indo-Pacífico é outro assunto incluído na agenda da visita de Blinken, constituindo matéria de interesse para ambas as partes, depois do acordo de parceria assinado no tempo do ex-presidente Barack Obama, para conter a expansão chinesa na região.

Washington tem deixado claro que apoia "a afirmação da Índia como uma potência mundial e um parceiro vital nos esforços para garantir que o Indo-Pacífico se torne uma região de crescente paz, estabilidade e prosperidade económica", explicou o Departamento de Estado num comunicado.

A diplomacia norte-americana anunciou ainda que Blinken aproveitará a visita à Índia para discutir as mudanças climáticas e fortalecer a resposta global à pandemia de covid-19, em questões que vão desde o tratamento de surtos de doenças infecciosas até ao fortalecimento dos sistemas de saúde.

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