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Mais de 100 ex-deputados opositores acusados de crimes contra a República

A Assembleia Nacional da Venezuela (AN, controlada desde janeiro pelo chavismo) citou mais de uma centena de antigos deputados da oposição para comparecer a prestar declarações por alegados crimes contra a República, perpetrados durante o anterior período legislativo.

Mais de 100 ex-deputados opositores acusados de crimes contra a República

A convocatória foi feita através de uma listagem pública com os nomes e documentos de identificação, elaborada pela Comissão Especial da AN, que investiga alegados crimes cometidos pela direção e deputados opositores do parlamento, entre janeiro de 2016 e janeiro de 2021.

Em declarações aos jornalistas o presidente da Comissão Especial, José Brito (um dissidente da oposição aliada a Juan Guaidó, mas que continua a dizer ser opositor) explicou que as convocatórias estão relacionadas com possíveis danos na gestão de empresas venezuelanas no estrangeiro, entre elas a petrolífera Citgo (filial da petrolífera estatal venezuelana no EUA) e da produtora de fertilizantes colombiano-venezuelana Monómeros.

José Brito explicou que o novo parlamento determinará as responsabilidades políticas dos opositores e no relatório final "recomendará realizar uma reforma pontual do Código Orgânico Processual Penal e da Constituição Nacional (da Venezuela) para que seja possível realizar julgamentos em ausência, com a garantia de que o acusado poderá, na sua defesa, nomear um advogado na Venezuela".

Entre os citados para comparecer estão os membros das juntas 'ad hoc' de empresas e organismos estatais nomeados pela oposição e os embaixadores nomeados pelo líder opositor Juan Guaidó.

A imprensa venezuelana dá conta que entre os citados aparecem conhecidos ex-deputados dos partidos opositores Ação Democrática, Vontade Popular, Primeiro Justiça, Um Novo Tempo, Causa R (Radical) e Encontro Cidadão.

A lista integra também José Gregório Correa, um deputado moderado da oposição que participou nas parlamentares de finais de 2020, em que foi eleito, e faz parte do atual parlamento, dominado pelo chavismo.

Alguns dos convocados para comparecer estão atualmente no estrangeiro, em cargos políticos nomeados pela oposição e em campanha internacional a favor do Acordo de Salvação Nacional promovido por Juan Guaidó.

A crise política, económica e social na Venezuela, agravou-se desde janeiro de 2019, quando o então presidente do parlamento, o opositor Juan Guaidó, jurou publicamente assumir as funções de Presidente interino do país até afastar Nicolás Maduro do poder, convocar um governo de transição e eleições livres e democráticas no país.

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