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Vaticano revela que tem mais de 5 mil propriedades em vários países

A Santa Sé fez uma das mais detalhadas revelações a nível financeiro de sempre. Cerca de 40% do seu património são edifícios institucionais, como escolas, conventos e hospitais.

Vaticano revela que tem mais de 5 mil propriedades em vários países

O Vaticano divulgou um relatório onde dá conta, pela primeira vez, do seu património imobiliário, revelando que detém mais de cinco mil propriedades. De acordo com o Guardian, esta é uma das mais detalhadas revelações a nível financeiro de sempre.

Foram este sábado revelados dois documentos, um balanço financeiro consolidado da Santa Sé em 2020 e o primeiro orçamento público da Administração do Património da Sé Apostólica (APSA).

A APSA, sublinhe-se, detém, desde o ano passado, o controlo de todos os aspetos financeiros do Vaticano, incluindo pessoal e património.

Foi revelado que a Santa Sé é dona de 4.051 propriedades em Itália e cerca de 1.120 fora de Itália, não incluindo as embaixadas que possui em vários países.

Apenas cerca de 14% das suas propriedades em Itália estão arrendadas a preço de mercado, enquanto as restantes estão arrendadas a taxas reduzidas, muitas delas a funcionários da Igreja. Cerca de 40% são edifícios institucionais, como escolas, conventos e hospitais.

Os documentos, conforme refere o Guardian, mostram que o Vaticano tem propriedades que usa como investimentos em áreas de alto valor de mercado, como Londres, Genebra, Lausanne e Paris.

As contas foram reveladas no momento em que o Vaticano vai julgar dez pessoas por crimes ligados a investimentos imobiliários da Secretaria de Estado em Londres, incluindo o cardeal Angelo Becciu, que apresentou a renúncia ao Papa no ano passado do seu cargo de prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, depois de ser envolvido numa investigação sobre a venda de um prédio em Londres e sobre a gestão do St. Peter's Mite, o fundo que arrecada doações dos fiéis para as obras de caridade do pontífice.

O cardeal Becciu e as outras nove pessoas - incluindo funcionários leigos e religiosos do Vaticano e figuras das finanças internacionais - além de quatro empresas, terão de comparecer no próximo dia 27 de julho na primeira audiência do julgamento sobre crimes financeiros como peculato, lavagem de dinheiro, fraude, extorsão e abuso de poder.

Leia Também: Santa Sé sextuplica o défice em 2020 para 66 milhões de euros

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