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Ex-assessor de Trump suspeito de 'lobby' libertado após fiança milionária

O ex-assessor de Donald Trump Thomas Barrack foi libertado hoje sob a fiança de 250 milhões de dólares (cerca de 212 milhões de euros), após ter sido detido por ter agido como suposto agente estrangeiro dos Emirados Árabes Unidos.

Ex-assessor de Trump suspeito de 'lobby' libertado após fiança milionária
Notícias ao Minuto

06:24 - 24/07/21 por Lusa

Mundo EUA

Tom Barrack, de 74 anos, vai estar sujeito a monitorização eletrónica na sua residência, depois de ser processado na segunda-feira por um tribunal de Nova Iorque e detido em Los Angeles, perto de casa, no dia seguinte.

É esperado que Barrack se declare inocente por conspirar para influenciar a política dos Estados Unidos da América (EUA) em nome dos Emirados Árabes Unidos (EAU), durante a campanha de Trump, em 2016.

Os procuradores disseram que Tom Barrack -- fundador da Colony Capital e um dos três acusados no caso -- usou a sua longa amizade com o antigo Presidente dos EUA para beneficiar os EAU, sem revelar a sua relação com o governo norte-americano.

A juíza de Los Angeles Patricia Donahue ordenou várias condições escritas para a libertação de Barrack, como entregar o passaporte, usar GPS para monitorizar o seu paradeiro, limitar as viagens entre o Sul da Califórnia e a cidade de Nova Iorque e obedecer a um recolhimento obrigatório.

Tom Barrack é acusado de conspiração, obstrução da justiça e várias declarações falsas durante uma entrevista em junho de 2019 com agentes federais.

Também Matthew Grimes, de 27 anos, antigo executivo da empresa de Barrack, em Aspen, no Colorado, e Rashid al Malik, de 43 anos, empresário dos EAU que, segundo os procuradores, agiu como uma via para os governantes daquele país.

Grimes foi libertado sob a fiança de cinco milhões de dólares (4,25 milhões de euros) e Al Mali fugiu dos EUA três dias depois de uma entrevista em abril de 2018, com as autoridades policiais, acreditando que esteja a residir algures no Médio Oriente.

Tom Barrack é um dos vários ex-assessores de Donald Trump a enfrentar a justiça, após o seu ex-presidente de campanha, o seu ex-vice-presidente de campanha, o seu ex-conselheiro, o seu ex-conselheiro de segurança nacional, o seu ex-advogado pessoal e o ex-diretor financeiro da sua empresa.

Barrack foi um conselheiro informal para a campanha de Trump em 2016 antes de se tornar o presidente do comité da tomada de posse, tendo arrecadado 107 milhões de dólares (90,9 milhões de euros) para atrair várias autoridades estrangeiras e empresários que procuravam fazer 'lobby' no governo.

Depois de Donald Trump ter assumido o cargo, Barrack aconselhou altos funcionários do governo norte-americano sobre a política externa do Médio Oriente, procurando, segundo os procuradores, também ser nomeado para enviado especial naquela região asiática ou embaixador dos EUA nos Emirado Árabes Unidos.

Tom Barrack transmitiu informações confidenciais sobre a Administração Trump às autoridades emiradenses, incluindo como as autoridades norte-americanas se sentiram sobre um boicote de um ano ao Qatar provocado pelos Emirados Árabes Unidos e outros países do Médio Oriente.

Inicialmente, os procuradores pensaram em prender Barrack, porque referiram que possuía um jato privado e era um risco, lembrando que tem cidadania do Líbano, um país sem tratado de extradição com os EUA.

Leia Também: Dirigente da administração Trump terá atuado como agente dos Emirados

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