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Avião militar norte-americano violou espaço aéreo venezuelano

A Venezuela denunciou hoje que um avião militar norte-americano violou o espaço aéreo venezuelano, numa ação hostil que atenta contra a soberania e integridade territorial e que Caracas diz "estar em alerta" para responder.

Avião militar norte-americano violou espaço aéreo venezuelano

"As Forças Armadas Bolivarianas denunciam a violação do espaço aéreo venezuelano por um avião do tipo C-17, de transporte militar pesado, pertencente à Força Aérea dos Estados Unidos, na noite da quinta-feira 22 de Julho, das 20:47 às 20:50 horas, fazendo uma rota de aproximadamente 14 milhas náuticas sobre a zona mais ocidental da Serra de Perijá, estado de Zúlia", explica o comunicado.

O documento, divulgado pelo Ministério da Defesa da Venezuela, prossegue explicando que "esta provocação flagrante ocorreu no âmbito dos exercícios militares conjuntos realizados pela Força Aérea e pelo Exército da Colômbia, nos Departamentos de Antioquia e Cundinamarca respetivamente, nos quais há também a presença de aviões norte-americanos de caça de exploração estratégica F-16 e RC135".

"É de notar que até agora, em 2021, os aviões norte-americanos violaram a Região de Informação de Voo (FIR) de Maiquetía (norte de Caracas) em 21 ocasiões, o que constitui uma grave violação das normas aeronáuticas internacionais", sublinha o documento.

"Reiteramos perante a comunidade internacional e Organismos  Multilaterais que a presença de bases norte-americanas em território colombiano representa uma ameaça permanente e constitui um atroz mecanismo de ingerência que afeta sensivelmente a estabilidade da região das Caraíbas e da América Latina, onde, graças aos esforços integracionistas do comandante supremo Hugo Chávez, temos vindo a trabalhar para a consolidar como Zona de Paz", explica.

A Venezuela diz ainda estar consciente de que, como parte dos exercícios mencionados, "estão a ser executadas tarefas de reconhecimento do espaço geográfico venezuelano, razão pela qual não excluí outras possíveis ações hostis contra a nossa soberania e integridade territorial".

"Em tal sentido, Nicolás Maduro Moros, Presidente Constitucional da República Bolivariana da Venezuela, Comandante-Chefe das Forças Armadas Bolivarianas, deu ordens precisas para permanecer alerta e responder energicamente a qualquer ato de agressão".

O comunicado, assinado pelo ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, concluiu com as expressões "Chávez vive, a Pátria continua! Independência e Pátria Socialista, viveremos e venceremos! , Independência ou nada!, Leais sempre, traidores nunca! E "O sol da Venezuela nasce no [território] Esequibo!".

Segundo a imprensa colombiana, seis aviões F16 das Forças Armadas dos Estados Unidos aterraram recentemente na Colômbia, com o propósito de participar em exercícios conjuntos entre pilotos norte-americanos e colombianos, para fortalecer a cooperação internacional entre ambos países.

Os exercícios têm ainda o propósito de treinar as tripulações para unificar diretrizes e critérios relacionados com as técnicas, táticas e procedimentos em operações militares.

Ainda segundo a imprensa colombiana, há presença de militares norte-americanos em zonas de maior presença de cultivos ilícitos de estupefacientes, entre eles Nariño, Cauca e El Catatumbo, no Norte de Santander, nas proximidades da fronteira colombo-venezuelana.

Os exercícios militares conjuntos, entre a Colômbia e os EUA, realizam-se periodicamente desde 2014.

Leia Também: Venezuela. Mais de 800 pessoas mortas pela polícia e militares em 6 meses

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