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Conselho de Segurança da ONU contra reabertura da zona de Varosha

O Conselho de Segurança da ONU deverá apelar hoje à Turquia e aos cipriotas turcos para que revertam a decisão de reabrir parte de Varosha, bairro selado da cidade de Famagusta, para evitar aumentar tensões no Chipre.

Conselho de Segurança da ONU contra reabertura da zona de Varosha
Notícias ao Minuto

00:50 - 22/07/21 por Lusa

Mundo ONU

Segundo noticia a agência AP, uma declaração do Conselho de Segurança apresentada pela missão britânica na quarta-feira à noite deverá ser discutida hoje no órgão mais poderoso das Nações Unidas e, caso não haja objeções, será aprovada.

A declaração surgiu após uma reunião à porta fechada do Conselho de Segurança, no dia seguinte ao Presidente da autoproclamada República Turca de Chipre do Norte (RTCN), Ersin Tatar, ter anunciado a abertura de uma parte do bairro selado da cidade de Famagusta e o levantamento do estatuto de zona militar nessa zona, o que contraria as resoluções da ONU.

A decisão de Tatar foi também apoiada pelo Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

A ONU já tinha manifestado na quarta-feira uma "profunda preocupação" pelos anúncios da abertura de uma parte de Varosha e advertido contra "ações unilaterais" que agravem o conflito na ilha.

Em declarações aos jornalistas, a enviada especial da ONU para Chipre, Elizabeth Spehar, sublinhou o "impacto negativo" que esta decisão pode originar nas relações entre as partes e sobre as possibilidades de retomar as negociações.

Na sequência da invasão de 1974 da parte norte de Chipre, cerca de 200.000 cipriotas gregos foram forçados a deslocar-se para sul, e com 60.000 cipriotas turcos a dirigir-se para norte.

As propriedades dos cipriotas gregos expulsos foram concedidas a cipriotas turcos provenientes do sul da ilha, a colonos vindos da Turquia e a militares dos destacamentos estacionados na RTCN.

Em 1974, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução que proíbe a instalação em Varosha de pessoas que não sejam seus habitantes e pediu a transferência dessa área para a administração da ONU.

O anúncio dos cipriotas turcos e de Erdogan também foi criticado pelo chefe da diplomacia europeia, Josep Borrel, e pelo Departamento de Estado dos EUA.

Josep Borrell manifestou-se "preocupado" pelo anúncio de Erdogan e do líder cipriota turco de um projeto de reabertura da antiga estação balnear de Varosha, que considerou "inaceitável".

"A UE sublinha uma vez mais a necessidade de evitar as ações unilaterais contrárias ao direito internacional e novas provocações, que poderão agravar as tensões na ilha e comprometer o reinício das conversações sobre um acordo global da questão cipriota", declarou em comunicado o chefe da diplomacia europeia.

Já o número três da diplomacia norte-americana, Victoria Nuland, destacou que "apenas um processo conduzido pelos cipriotas, bizonal e bicomunitário, poderá garantir a paz e a estabilidade a Chipre".

Leia Também: ONU considera "extremamente alarmante" espionagem cibernética

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