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Ruanda nega ter utilizado 'spyware' israelita

O Governo ruandês negou hoje ter utilizado o programa israelita Pegasus para espiar jornalistas, políticos e ativistas, incluindo, alegadamente, a filha do opositor Paul Rusesabagina e o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa.

Ruanda nega ter utilizado 'spyware' israelita
Notícias ao Minuto

19:02 - 21/07/21 por Lusa

Mundo Ruanda

Numa mensagem enviada à comunicação social e citada pela agência noticiosa Efe, o gabinete do porta-voz do Governo confirmou que "o Ruanda não utiliza este 'software'" e que não possui "capacidade técnica" de espionagem "de forma alguma".

"Estas falsas acusações fazem parte de uma campanha em curso para causar tensões entre o Ruanda e outros países e para semear a desinformação sobre o Ruanda a nível interno e internacional", refere a mensagem.

No domingo, um consórcio de 17 órgãos de comunicação internacionais denunciou que jornalistas, ativistas e dissidentes políticos em todo o mundo terão sido espiados graças ao 'software' desenvolvido pela empresa israelita NSO Group.

O Ruanda é apontado como um dos países envolvidos e é acusado de ter utilizado o programa contra uma lista de alegados alvos composta por 3.500 pessoas, incluindo políticos, ativistas e jornalistas.

Entre estes, constam Ramaphosa, Carine Kanimba, filha de Paul Rusesabagina, antigo gerente do estabelecimento que inspirou o filme "Hotel Ruanda" e que está atualmente a ser julgado por terrorismo.

Durante o dia de hoje, o ministro da Presidência em exercício na África do Sul, Khumbudzo Ntshavheni, disse que o executivo "obviamente" não está "satisfeito" com as alegações.

"É lamentável que estes relatórios estejam a sair agora, quando as relações estão a melhorar na região", afirmou o governante do país que tem tido tensões diplomáticas com o Ruanda, devido a ataques a opositores ruandeses exilados.

O programa Pegasus foi concebido para alcançar criminosos e terroristas, mas foi, alegadamente, utilizado para invadir os telemóveis de líderes políticos internacionais, jornalistas, ativistas dos direitos humanos ou diretores de empresas.

Leia Também: Pelo menos 14 chefes de Estado e de Governo podem ter sido espiados

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