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Rússia confirma envio de mais 600 instrutores para RCA

Um total de 600 instrutores russos para treinar forças centro-africanas chegaram a Bangui, anunciou hoje a diplomacia russa, elevando para 1.135 o número de especialistas militares oficialmente destacados na República Centro-Africana (RCA).

Rússia confirma envio de mais 600 instrutores para RCA
Notícias ao Minuto

17:46 - 01/07/21 por Lusa

Mundo Rússia

"Recentemente, um novo grupo de instrutores totalizando 600 pessoas (por grupo de 200 para as forças armadas e polícia) chegou a Bangui", disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, acrescentando que "uma notificação para esse efeito foi enviada "à comissão competente do Conselho de Segurança da ONU.

Bangui já tinha anunciado a chegada desses homens em maio, mas a sua alocação real não fora ainda formalizada.

A Rússia, que já tinha anunciado a presença de 535 instrutores no local, garante que nenhum dos 1.135 militares "participa diretamente de operações de combate contra grupos armados ilegais" e que agem de acordo com "as necessidades das autoridades oficiais da RCA".

O anúncio acontece dias depois de um relatório anual de especialistas da ONU que desmentia versões de Moscovo.

De acordo com este relatório, instrutores russos na RCA cometeram, com o exército centro-africano, "violações do direito internacional humanitário".

Numerosos testemunhos em vários locais da República Centro-Africana relatam a participação de russos em confrontos, mas também em crimes.

De acordo com especialistas da ONU, soldados centro-africanos e russos cometeram "assassínios indiscriminados, ocupação de escolas e saques em grande escala, inclusivamente de organizações humanitárias".

O enviado da ONU à RCA, Mankeur Ndiaye, denunciou em junho o comportamento das forças nacionais centro-africanas e dos seus aliados russos.

Estes últimos são frequentemente apresentados como sendo forças paramilitares do grupo privado Wagner, alegadamente liderado por figuras próximas do Presidente russo, Vladimir Putin.

Essa organização, cuja existência Moscovo nega, é formada por veteranos leais ao poder russo e são responsáveis por missões delicadas, onde a Rússia não quer aparecer de forma oficial.

O Kremlin rejeita todas as acusações, mas nunca especificou quem são estes combatentes e a que instituições pertencem.

O envio de instrutores faz parte de uma vasta ofensiva diplomática e financeira lançada por Moscovo nesta ex-colónia francesa, que está mergulhada numa guerra civil desde 2013.

Leia Também: EUA condenam 'Boina Verde' por espionagem a favor da Rússia 

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