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Ativistas LGBT na Geórgia denunciam ameaças antes de marcha na capital

Ativistas de direitos LGBT na Geórgia denunciaram hoje ameaças de grupos homofóbicos, antes de uma marcha anual marcada para a próxima semana na capital do país conservador do Cáucaso.

Ativistas LGBT na Geórgia denunciam ameaças antes de marcha na capital
Notícias ao Minuto

14:49 - 29/06/21 por Lusa

Mundo LGBT

"As minorias sexuais enfrentam assédio e discriminação todos os dias na Geórgia e as ameaças aumentaram antes da marcha de Tbilissi. Há apelos públicos à violência, mas a polícia não está a tomar medidas preventivas", afirmou o organizador Guiorgui Tabagari, à agência France-Presse.

A homossexualidade continua a ser estigmatizada na Geórgia, onde a Igreja ortodoxa é muito influente.

Na semana passada, o influente bispo Spiridon fez um apelo à "mobilização contra os sodomitas e os sem-vergonha", para "não permitir que esses pervertidos" -- como se lhes referiu -, organizem a marcha marcada para 05 de julho.

Em meados de junho, Levan Vassadzé, um empresário rico e líder de um pequeno partido pró-Rússia, lançou um ultimato ao governo, instando-o a cancelar a marcha para "evitar uma escalada do confronto".

Em 2019, Vassadzé disse ter criado grupos de homens armados com bastões para "perseguir homossexuais nas ruas".

Numa intervenção no Parlamento, o primeiro-ministro georgiano, Irakli Garibashvili, insistiu que a "liberdade de reunião é defendida na Geórgia para todos, independentemente da orientação sexual".

O líder do partido no poder Sonho Georgiano, Irakli Kobakhidzé, já tinha apelado aos organizadores da marcha LGBT para que "anulassem os seus planos".

Essa é a opinião partilhada pelo presidente da câmara municipal de Tbilissi, Kakhi Kaladzé, que hoje garantiu "não ser razoável" organizar o evento porque "há grupos de cada lado que se querem servir dele com más intenções".

Numa carta dirigida ao governo georgiano na segunda-feira, 28 membros do Parlamento Europeu deploraram as declarações de Kobakhidzé, pedindo às autoridades para garantirem a organização adequada da marcha em virtude da "liberdade de expressão e reunião".

Os críticos do governo georgiano acusam-no de dar consentimento tácito a grupos homofóbicos e nacionalistas, que tradicionalmente apoiam o partido no poder em eleições e protestos.

Em 2019, centenas de ativistas de extrema-direita queimaram bandeiras arco-íris em Tbilissi para protestar contra o lançamento de um filme sobre o tema da homossexualidade.

Seis anos antes, milhares de apoiantes da Igreja ortodoxa interromperam uma manifestação contra a homofobia.

Os ativistas LGBT tiveram então que se refugiar num autocarro da polícia para escapar à multidão, que os atacou na praça central de Tbilissi, atirando pedras e ameaçando-os de morte.

A Geórgia, antiga república soviética, descriminalizou a homossexualidade em 2000 e leis antidiscriminação foram aprovadas em 2006 e 2014.

Leia Também: Presidente checo chama pessoas transexuais de "nojentas"

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