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Trump critica ex-procurador-geral dos EUA por negar fraude eleitoral

O ex-presidente dos Estados unidos Donald Trump criticou hoje o antigo procurador-geral da República norte-americano depois de William Barr ter considerado "absurdas" as acusações de fraude nas eleições presidenciais de novembro de 2020.

Trump critica ex-procurador-geral dos EUA por negar fraude eleitoral
Notícias ao Minuto

17:04 - 28/06/21 por Lusa

Mundo Trump

Num comunicado, Trump acusou Barr, que exerceu funções durante o mandato do ex-Presidente, de ter "falhado" no dever de investigar as alegadas fraudes, conclusão que o antigo procurador-geral dos Estados Unidos releva num livro que irá ser publicado em breve.

"A fraqueza de Bill [William] Barr tornou mais fácil encobrir o crime do século: a eleição presidencial fraudulenta de 2020" (que deu a vitória a Joe Biden), referiu Trump no comunicado, aludindo ao que alega ter acontecido no estado da Geórgia.

Trump considerou que Barr, que atuou como procurador-geral entre fevereiro de 2019 e dezembro de 2020, e outros "RINO" (abreviatura em inglês de "Republicanos Apenas no Nome") estão a ser "usados" para convencer as pessoas de que as eleições foram legítimas "quando há tantos factos incríveis que provam que não foram".

No livro "Betrayal" ("Traição"), escrito por Jonathan Karl, correspondente da ABC News em Washington, que será publicado em novembro e de que a revista The Atlantic publicou domingo um pequeno trecho, Barr considera "absurdas" as alegações de fraude denunciadas por Trump.

O texto, que se baseia numa série de entrevistas ao ex-procurador-geral e aos seus assistentes, descreve como Barr rompeu com Trump após a eleição presidencial de novembro passado.

"Se não houve fraude, porque é que o Arizona, Geórgia, Wisconsin, Pensilvânia e outros estados estão a gastar tanto tempo e esforço para provar a fraude?", questionou Trump no comunicado.

Entre os "factos" que o "provam", Trump fala de 101.789 votos "obsoletos" na Geórgia, incluindo os de 18.486 de "pessoas mortas", bem como os problemas na cadeia de custódia dos votos naquele estado ou no Arizona, os "milhares de votos confiscados indefinidamente" e a violação das leis que exigem a existência de um documento de identificação pessoal para se votar.

Barr não é o único a quem Trump ataca no comunicado, em que acusa o ex-procurador-geral de ser "forçado a mentir" pelo líder dos republicanos no Senado, Mitch McConnel. 

"RINOS como Bill Barr e Mitch McConnell não fizeram nada", insistiu.

Donald Trump não reconheceu a vitória de Biden, alegando fraude eleitoral, sem nunca apresentar provas.

Ainda no livro, Barr confessou a Jonathan Karl que se deparou com um dilema quando teve de decidir a aprovação das investigações às alegações de fraude, em que se incluíram investigações não oficiais conduzidas pelo próprio.

"Se havia evidência de fraude, eu não tinha motivo para travar [as investigações], mas as minhas suspeitas durante todo o tempo eram de que não havia nada. Era tudo absurdo", salientou.

Barr alegou ainda que as acusações do ex-Presidente republicano e da sua equipa de que as máquinas de contagem de votos tinham sido manipuladas para alterar a direção do voto a favor de Biden não eram verdadeiras.

"Percebemos desde o início que era tudo falso", acrescentou Barr, que em dezembro de 2020 rompeu definitivamente com Trump, o que foi noticiado na sequência de uma entrevista à agência de notícias AP, em que esclareceu que o seu departamento não tinha detetado "fraudes numa escala que pudesse afetar o resultado eleitoral".

Após estas declarações, Trump e Barr tiveram uma reunião "azeda" na Casa Branca e o republicano criticou ainda o ex-procurador por não ter indiciado Hunter Biden, filho de Joe Biden, devido aos seus negócios na Ucrânia.

Duas semanas depois, Barr apresentou a sua demissão, enquanto Trump continuou a manter a tese de fraude eleitoral.

O livro expõe ainda as pressões sobre Barr do líder, àquela época, da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, que pertence atualmente à minoria naquele órgão.

Segundo o ex-procurador-geral dos EUA, McConnell indicou-lhe que as declarações de Barr estavam a prejudicar o país, o partido Republicano e ainda os esforços dos conservadores para vencerem as eleições especiais para o Senado, cruciais para decidir o controlo da Câmara Alta.

McConnell confirmou mais tarde estas afirmações de Barr ao autor do livro.

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