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Myanmar regista número mais elevado de casos desde golpe de Estado

O sistema de saúde do país colapsou e a junta militar prossegue com a repressão dos médicos.

Myanmar regista número mais elevado de casos desde golpe de Estado

Myanmar reportou o maior número de casos de Covid-19 desde o golpe de Estado de 1 de fevereiro, que derrubou o governo democraticamente eleito do partido de Aung San Suu Kyi, o National League for Democracy.

Esta segunda-feira, os meios de comunicação estatais anunciaram que foram notificadas 546 novas infeções e que morreram mais sete pessoas no dia 19 de junho. No entanto, convém ter em conta que não se sabe quantos testes estão a ser realizados, ou quantas pessoas já foram vacinadas.

De acordo com o The Guardian, os receios em torno de uma nova vaga de contágios no país têm aumentado nos últimos meses, com novas e mais transmissíveis variantes a espalharem-se em alguns países vizinhos, como a Índia e a Tailândia. Mais de três mil pessoas morreram em Myanmar durante um surto anterior de coronavírus.

Uma situação que se agravou desde o golpe de Estado, uma vez que a resposta das autoridades de saúde birmanesas mergulhou no caos. Os hospitais do estado estão a funcionar mal, e a crise humanitária está a deteriorar-se rapidamente em estados como o de Kayah, onde o conflito gerado pelo golpe da junta militar contribuiu para um total de 100 mil deslocados, segundo as estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU).

Joy Singhal, chefe da delegação da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho em Myanmar, descreve esta subida no número de casos como muito alarmante.

“Os hospitais e todo o sistema de saúde mantêm-se fraturados e temos de reforçar os tratamentos, a testagem e as medidas preventivas urgentemente para evitar a repetição da tragédia que se verificou noutras partes do sul da Ásia”, frisou.

Este aumento na propagação de contágios surge numa altura em que a junta militar está a intensificar a repressão aos profissionais de saúde no país. Centenas de médicos são procurados pelas autoridades por incitamento. Na semana passada, a junta militar deteve a antiga diretora do programa de vacinação contra a Covid-19 no país, Htar Htar Lin.

Lin enfrenta várias acusações, entre as quais alta traição, por colaborar com políticos pró-democracia.

Leia Também: Birmaneses com flores nas ruas para lembrar líder deposta pelos militares

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