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Desfile de ultranacionalistas em Jerusalém termina sem incidentes graves

Milhares de ultranacionalistas israelitas desfilaram hoje no leste de Jerusalém, enquanto os palestinianos respondiam em Gaza com balões incendiários, sem ferimentos graves a registar, apesar de receios de uma nova onda de violência.

Desfile de ultranacionalistas em Jerusalém termina sem incidentes graves

Poucas semanas depois do conflito entre Israel e militantes do Hamas na Faixa de Gaza, que terminou após 11 dias, a 'Marcha das Bandeiras' hoje realizada foi um teste para o recente e frágil Governo israelita e para o cessar-fogo precário.

Embora meios de comunicação social e analistas de segurança antecipassem que a manifestação desencadeasse graves episódios de violência, esta decorreu sem incidentes de maior, apesar de alguns episódios isolados, sobretudo de jovens palestinianos que se recusaram a obedecer à polícia, noticia a agência AP.

Ao final do dia havia registo de ferimentos ligeiros em 33 palestinianos, devido à intervenção das forças de segurança israelita com balas de borracha, relatou o Crescente Vermelho Internacional, citado pela agência EFE.

Um porta-voz da polícia israelita revelou que dois agentes ficaram feridos durante os confrontos, nos quais jovens palestinianos atiravam pedras contra a policia, e que foram efetuadas 17 detenções.

Na resposta a este desfile que celebra a soberania israelita sobre a Cidade Santa, na data que os israelitas consideram de reunificação da cidade em 1967, os palestinianos em Gaza responderam com o lançamento de balões incendiários, que causaram pelo menos dez incêndios no sul de Israel.

A 'Marcha das Bandeiras', convocada para as 17:30 locais (14:30 de Lisboa), obrigou as autoridades israelitas a aumentar a segurança, perante o risco de o desfile, organizado por jovens ultranacionalistas, degenerar em violência e provocar agressões a partir de Gaza, depois de o movimento islâmico Hamas ter apelado para um Dia da Ira, como retaliação.

A convocatória inicial desta marcha, para 10 de maio, Dia de Jerusalém, teve de ser suspensa, porque foi o detonador de uma nova onda de violência -- após dias de tensão, com cargas policiais e desalojamento de árabes -- entre as milícias da Faixa de Gaza, que lançaram foguetes sobre Israel, e o exército israelita.

Os ativistas palestinianos também lançaram hoje balões incendiários a partir da Faixa de Gaza para o sul de Israel, provocando vários incêndios de pequenas dimensões, e ameaçaram continuar a fazê-lo durante a noite.

"Lançaremos balões e queimaremos pneus na área fronteiriça, em protesto pela marcha da bandeira israelita em Jerusalém", afirmou o grupo.

A organização Marcha do Retorno, que inclui várias fações palestinianas, também apelou para a realização de protestos na Faixa de Gaza contra a marcha da bandeira israelita.

A escalada do conflito, a mais grave desde 2014, terminou com um cessar-fogo ao fim de 11 dias, em que morreram 255 palestinianos na Faixa de Gaza e 13 pessoas em território israelita.

Leia Também: Palestinianos protestam contra marcha de ultranacionalistas israelitas

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