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Biden entregará mensagens "bastante duras" a Putin, garante Boris Johnson

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse hoje que o Presidente norte-americano, Joe Biden, vai entregar mensagens "bastante duras" ao seu russo, Vladimir Putin, durante a sua reunião bilateral na quarta-feira, em Genebra.

Biden entregará mensagens "bastante duras" a Putin, garante Boris Johnson
Notícias ao Minuto

13:26 - 14/06/21 por Lusa

Mundo NATO

"Sei que o Presidente Biden transmitirá unas mensagens bastante duras ao Presidente Putin nos próximos días", disse Johnson à chegada à cimeira da NATO, que decorre hoje em Bruxelas.

Depois de participar nas cimeiras do G7, da NATO e entre a UE e os Estados Unidos, Biden reunir-se-á com Putin em Genebra na próxima quarta-feira.

O primeiro-ministro britânico disse que espera "sempre" que as relações com Moscovo "melhorem".

"Mas receio que até agora tenha sido bastante dececionante do ponto de vista do Reino Unido e, quando vi o Presidente Putin, deixei bem claro: estamos preparados para fazer as coisas de forma diferente, para tentar ter relações mais estreitas, mas temos de mudar a forma como nos comportamos", explicou.

Johnson lembra o envenenamento do antigo espião russo Sergei Skripal e da sua filha Julia com Novichok, um agente nervoso altamente tóxico, em Salisbury (Inglaterra), em 2018, e defendeu que esta "não é forma de se comportar".

O primeiro-ministro britânico salientou que a NATO não pretende iniciar uma nova Guerra Fria com a China, à qual a Aliança procura prestar mais atenção na próxima década, nomeadamente a enfrentar os desafios de segurança colocados por Pequim.

"Não creio que alguém na mesa hoje queira começar uma nova Guerra Fria com a China. Não penso que seja aí que as pessoas estão, mas penso que as pessoas veem desafios, coisas que precisamos de gerir em conjunto, mas também veem oportunidades e penso que o que precisamos de fazer é fazê-lo em conjunto", sublinhou.

Boris Johnson reiterou que a China é "uma nova consideração estratégica para a NATO, que passou muito do seu tempo nos últimos 72 anos a pensar na União Soviética, nas várias ameaças de segurança colocadas por essa área".

O primeiro-ministro disse que a cimeira de hoje é a "oportunidade" de Biden reforçar "a importância da aliança transatlântica".

A cimeira da NATO abordará hoje o futuro da Aliança através da iniciativa NATO 2030, que procura modernizar a organização durante a próxima década, e Johnson disse que as metas propostas na iniciativa estão "alinhadas" com as do Reino Unido.

Johnson salientou que o seu país é o segundo maior contribuinte militar da NATO e que gasta 2,3% do seu PIB em despesas de Defesa.

"Isto porque vemos a importância vital da segurança, assegurando que todos olhamos uns pelos outros à medida que nos reconstruímos melhor a partir da pandemia", justificou.

Quando questionado sobre as divergências entre Londres e Bruxelas sobre a implementação do protocolo irlandês que evita o aparecimento de uma fronteira física na Irlanda depois de Brexit, Johnson respondeu que "a maioria das pessoas à volta da mesa compreende a importância vital de o [Reino Unido] cuidar da sua integridade territorial".

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