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CPLP e OEACP preveem assinar memorando para cooperação

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico (OEACP) deverão assinar em breve um memorando para a cooperação, disse à Lusa o secretário-executivo da organização lusófona.

CPLP e OEACP preveem assinar memorando para cooperação

Numa recente deslocação oficial a Bruxelas, Francisco Ribeiro Telles encontrou-se com o atual secretário-geral do também denominado Grupo ACP, cargo que é, pela primeira vez, ocupado por um cidadão lusófono, o ex-ministro das Relações Exteriores de Angola Georges Chikoti.

"Este foi um primeiro contacto" entre as duas organizações que falaram na possibilidade de "virem a ter um memorando de entendimento", sublinhou o secretário-executivo da CPLP.

Segundo Ribeiro Telles, o antigo ministro das Relações Exteriores de Angola, manifestou também a vontade de visitar a CPLP em junho.

"Falámos na questão de também termos um memorando de entendimento. Ele disse que queria visitar a CPLP no final de junho para depois podermos assinar esse memorando de entendimento aquando dessa sua visita oficial, em Lisboa", afirmou o diplomata português.

Se assim for, será o primeiro memorando assinado entre as duas organizações, que deverá estabelecer "linhas de trabalho" conjuntas, adiantou.

Para já, no encontro em Bruxelas, o que Georges Chikoti pediu foi intérpretes.

"O que me disse à cabeça foi que necessitaria de uma forma bastante urgente de intérpretes, tradutores para português, que não têm", sublinhou o secretário-executivo da CPLP, acrescentando: "Prometi-lhe que trataria logo que possível e que não estaria à espera de um memorando de entendimento" para isso.

Segundo Ribeiro Telles, o que o secretário-geral da OEACP lhe explicou foi que os intérpretes são necessários para reuniões que a organização vai realizar nos próximos tempos, porque "Angola vai assumir a presidência" daquela organização, "bastante importante" - por ser a única africana que tem uma relação direta com a União Europeia. Tal acontecerá em 2022 e haverá uma reunião ministerial, nesse mesmo ano, em Luanda.

Também no próximo ano Angola terá a presidência da CPLP, que assumirá já a partir da próxima conferência de chefes de Estado e de Governo, marcada para 16 e 17 de julho próximo, em Luanda.

Neste momento, a OEACP está empenhada "na implementação do futuro acordo União Europeia/ACP", concluiu Ribeiro Telles.

A Organização dos Estados da África, Caraíbas e Pacífico é um grupo de 79 países daquelas regiões criado pelo Acordo de Georgetown, em 1975.

Os principais objetivos da organização são o desenvolvimento sustentável e a redução da pobreza nos seus Estados-membros, bem como uma maior integração na economia mundial.

Todos os Estados-membros, exceto Cuba, são signatários do Acordo de Cotonou com a União Europeia, que estende a parceria a novos atores, como sociedade civil, setor privado, sindicatos e autoridades locais. Estes estarão envolvidos em consultas e planeamento de estratégias de desenvolvimento nacional, com acesso a recursos financeiros e envolvidos na implementação de programas.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os nove Estados-membros da CPLP.

Leia Também: Apoio "mais efetivo" da CPLP a Maputo deve ser discutido na cimeira

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