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Myanmar: Governo de Unidade Nacional faz pacto com guerrilheiros rebeldes

O autodenominado Governo de Unidade Nacional (GUN) de Myanmar, de oposição ao golpe de Estado, anunciou hoje um acordo com um relevante grupo étnico rebelde, para combater a Junta Militar no poder.

Myanmar: Governo de Unidade Nacional faz pacto com guerrilheiros rebeldes
Notícias ao Minuto

11:38 - 29/05/21 por Lusa

Mundo Golpe

O GUN e a guerrilha do Exército Nacional Chin - que atua no oeste de Myanmar (antiga Birmânia) -- confirmaram o acordo, dizendo que se trata de uma iniciativa "para colaborar na revolução contra a ditadura e a favor de uma democracia federal".

O pacto foi anunciado horas depois que o GUN ter divulgado na rede social Facebook um vídeo da cerimónia de formatura da primeira vaga de soldados das Forças de Defesa Civil, criado em abril pelos dissidentes.

A milícia do GUN tem por objetivo derrubar a Junta Militar que tomou o poder em Myanmar em 01 de fevereiro, num golpe de Estado em que deteve líderes políticos importantes, incluindo a líder deposta, Aung San Suu Kyi.

As forças de segurança, que reprimiram brutalmente os protestos da oposição ao regime militar, também enfrentam vários guerrilheiros étnicos que abriram frentes de combate em todo o país, depois do golpe militar.

As manifestações pacíficas nas grandes cidades foram reprimidas de forma violenta pelas autoridades, que dispararam e mataram numerosos dissidentes.

Nos últimos dias, têm sido organizadas manifestações relâmpago, que surgem sem aviso prévio e são de curta duração, para evitar a resposta das autoridades.

Muitos jovens opositores do atual regime decidiram pegar em armas contra a Junta Militar, desanimados com a falta de eficácia dos protestos pacíficos.

Desde o golpe de Estado em fevereiro, pelo menos 833 pessoas perderam a vida devido à repressão das forças de segurança contra os dissidentes, segundo o mais recente relatório da Associação de Assistência a Presos Políticos.

A Junta Militar justificou o golpe com uma alegada fraude eleitoral nas eleições de novembro passado, nas quais o partido de Suu Kyi saiu vencedor, como já tinha acontecido em 2015, com o aval de observadores internacionais.

Leia Também: Golpe militar deixa Myanmar desprotegida para nova vaga de contágios

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