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Médio Oriente: MNE vê "má-fé" nas críticas à posição do Governo

O ministro dos Negócios Estrangeiros aponta "má-fé" às críticas do BE, PCP e Livre à posição do Governo sobre a recente escalada de violência entre Israel e o Hamas e frisa que ela corresponde à "posição bem consolidada da política externa portuguesa".

Médio Oriente: MNE vê "má-fé" nas críticas à posição do Governo

A polémica surgiu depois de Bloco de Esquerda, Partido Comunista e Livre terem acusado o Governo de legitimar as ações militares israelitas contra palestinianos numa mensagem colocada na conta oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros no Twitter a 11 de maio.

Em entrevista à Lusa, realizada a propósito da reunião informal de ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia de quinta-feira, Augusto Santos Silva frisa que essa mensagem, devido à sua extensão, foi dividida em dois 'tweets' publicados com menos de um minuto de intervalo.

E manifesta-se "indignado" porque, afirma, "só por má-fé se pode tratar esta declaração como se ela fosse composta apenas pelo primeiro 'tweet'".

"Portugal acompanha com grande preocupação os recentes desenvolvimentos em Israel e no território palestiniano ocupado, incluindo Jerusalém Leste. Condenamos o lançamento indiscriminado de mísseis a partir da Faixa de Gaza contra civis israelitas. Um 'tweet'", cita.

"E logo a seguir: Portugal recorda que qualquer resposta militar, [de Israel] deverá ser proporcional e urge todas as partes a evitarem qualquer ação que possa gerar mais violência. Este é momento para contenção e desanuviamento", prossegue, citando o segundo 'tweet'.

A "má-fé" que considera ter levado a tomar parte da mensagem pelo todo é "fácil de ver", na medida em que o primeiro 'tweet' --- referido pelos críticos --- teve "muitas partilhas", enquanto o segundo, que completa a mensagem, registou um número muito reduzido de partilhas.

Na segunda-feira à tarde, o primeiro 'tweet' contabilizava 511 partilhas e o segundo tinha 14.

"Portugal considera que o direito de defesa [de Israel] é um direito limitado. Agora, se fizer a comparação com aqueles que me atacaram, reparará que a única diferença é que eu digo que Portugal condena os 'rockets' do Hamas, ao passo que outros não condenam", aponta.

"Essa é a verdadeira diferençam e essa diferença faz que a justiça e a ética estejam do meu lado e não do lado deles", assegura Santos Silva.

Portugal "considera Jerusalém um território ocupado", "condena a expansão de colonatos de Israel", "condena as deslocações forçadas de famílias e demolições ocorridas em Jerusalém", "condena as tentativas de anexação por parte de Israel de território que à luz do direito internacional é território ocupado", "não acompanhou" os Estados Unidos "na mudança das instalações diplomáticas de Telavive para Jerusalém", "condena o lançamento de 'rockets' ou mísseis contra populações civis em Israel e "entende que Israel tem o direito de se defender", mas que esse direito "não é ilimitado" e "tem que cumprir as regras do direito internacional, designadamente humanitário", enumera.

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