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Mali: França convoca reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU

França convocou hoje uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) após o "golpe de força" no Mali, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian.

Mali: França convoca reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU
Notícias ao Minuto

16:41 - 25/05/21 por Lusa

Mundo Mali

"Vamos provocar a reunião [do Conselho de Segurança] para esta manhã, hora de Nova Iorque (...) para ter em consideração a grave situação no Mali", afirmou o ministro perante a Assembleia Nacional francesa, citado pela agência France-Presse (AFP).

Junto da Assembleia Nacional, o chefe da diplomacia francesa disse também que "França condena nos termos mais veementes o golpe de força que teve lugar ontem [segunda-feira] no Mali".

"Exigimos a libertação das autoridades, cuja segurança deve ser garantida, e a retoma imediata do curso normal da transição", sublinhou Le Drian.

Numa declaração lida na televisão nacional, o vice-presidente de transição no Mali, o coronel Assimi Goita, anunciou hoje que demitiu o seu superior, o Presidente Bah Ndaw, bem como o primeiro-ministro, Moctar Ouané, assegurando que "o processo de transição continua o seu curso" e que haverá eleições em 2022.

O coronel, que liderou o golpe que em agosto de 2020 afastou o então chefe de Estado, Ibrahim Boubacar Keita, insistiu no "compromisso infalível" das forças armadas do Mali em defender a segurança do país, mas não indicou pormenores sobre o paradeiro do Presidente e primeiro-ministro, detidos na segunda-feira.

Após várias horas de expectativa desde a detenção de Ndaw e Ouané, Goita justificou a ação com uma "crise de muitos meses a nível nacional", em referência às greves e várias manifestações convocadas no país por atores sociais e políticos.

A detenção de Ndaw e Ouané ocorreu horas após o anúncio da composição de um novo Governo formado pelo primeiro-ministro, o que, segundo várias fontes, causou desconforto entre os líderes do golpe militar pela exclusão de dois comandantes militares.

Assimi Goita indicou também que "o processo de transição seguirá o seu curso normal e que as eleições planeadas se realizarão durante 2022".

Goita, chefe dos militares que derrubaram o presidente eleito Ibrahim Boubacar Keita em 18 de agosto de 2020, culpou o Presidente Bah Ndaw e o primeiro-ministro Moctar Ouane pela formação de um novo Governo sem o consultar previamente, apesar de ser o responsável pela Defesa e Segurança, áreas cruciais no país.

O coronel Goita disse que, neste contexto, foi "obrigado a agir" e a destituir das "suas prerrogativas" o Presidente, o primeiro-ministro e todos os envolvidos na situação.

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