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CEO da Ryanair. Desvio de avião foi "sequestro com patrocínio estatal"

"Acreditamos que alguns agentes do KGB [estavam no avião e] ficaram também no aeroporto", acrescentou Michael O'Leary acerca do incidente. Europa vai discutir "possíveis sanções" contra a Bielorrússia.

CEO da Ryanair. Desvio de avião foi "sequestro com patrocínio estatal"

Após o regime de Alexander Lukashenko ter sido acusado de desviar para Minsk, na Bielorrússia, um avião da Ryanair que viajava para Vílnius, na Lituânia, sob o pretexto de uma ameaça de bomba para deter um jornalista que tinha fugido para o estrangeiro, são várias as reações, nomeadamente por parte da União Europeia e do Reino Unido que já condenaram o incidente. 

Agora, foi Michael O'Leary, CEO da companhia aérea que falou pela primeira vez sobre o incidente. À rádio irlandesa NewsTalk, o diretor-geral da Ryanair considerou que o desvio forçado do voo se tratou de um "sequestro com patrocínio estatal".

"Não posso dizer muito sobre o caso porque as autoridades europeias e a NATO estão a lidar com isto neste momento", acrescentou O'Leary, dizendo ainda que pensa ser a primeira vez que tal situação ocorreu com uma companhia aérea europeia. 

E explicou: "Parece que a intenção das autoridades era retirar um jornalista e a sua companheira de viagem... Acreditamos que alguns agentes do KGB [estavam no avião e] ficaram também no aeroporto". 

Apelidando a situação de "muito assustadora", o CEO deu os parabéns à tripulação pela forma como lidou naquele momento. 

De lembrar que Roman Protasevich, cujo canal se tornou a principal fonte de informação durante as primeiras semanas de protestos antigovernamentais após as eleições presidenciais de agosto de 2020, viajava de Atenas para a capital lituana e acabou detido pelas autoridades bielorrussas, quando os cerca de 120 passageiros do avião da Ryanair foram forçados a submeter-se a novo controlo no aeroporto de Minsk devido a um suposto aviso de bomba.

Anteriormente, o jornalista bielorrusso, de 26 anos, já tinha notado que estaria a ser seguido em Atenas, alegadamente por agentes ligados aos serviços secretos da Bielorrússia. As versões sobre a aterragem de emergência são também contraditórias, com Minsk a relatar que foram os próprios pilotos a solicitar autorização, enquanto no aeroporto de Vílnius foi reportado um suposto conflito entre os pilotos e alguns dos passageiros.

As reações. "Um incidente sério e perigoso"

O secretário-geral da NATO considerou que o desvio alegadamente forçado de um avião pela Bielorrússia, onde seguia um jornalista e ativista da oposição, é "um incidente sério e perigoso que requer investigação internacional".

Já os chefes de Estado e de governo da União Europeia (UE) vão discutir, na reunião do Conselho Europeu, esta segunda-feira, em Bruxelas, "possíveis sanções" contra a Bielorrússia. A UE já se preparava para reforçar as sanções existentes contra o regime da Bielorrússia. 

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros da Irlanda já reagiu, classificando o sucedido como um ato de pirataria de Estado. "Foi realmente pirataria aérea, sancionada pelo Estado", disse Simon Coveney à emissora pública irlandesa RTE.

Contudo, a Bielorrússia garantiu que agiu legalmente ao desviar o avião da Ryanair, rejeitando acusações dos europeus que suspeitam que Minsk tenha intercetado o avião para deter um opositor bielorrusso a bordo do aparelho.

"Não há dúvida de que as ações dos nossos órgãos competentes estiveram de acordo com as normas internacionais", disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros no seu portal, rejeitando as "acusações infundadas" de países europeus, acusando-os de politizar o ocorrido.

Leia Também: Paris sugere proibição do espaço aéreo da Bielorússia após desvio

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