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Regresso dos iraquianos visto como alívio para acampamento da Síria

O governo iraquiano deverá trazer para casa cerca de 100 famílias iraquianas de um amplo acampamento na Síria na próxima semana, um movimento inédito que as autoridades americanas veem como um sinal de esperança.

Regresso dos iraquianos visto como alívio para acampamento da Síria
Notícias ao Minuto

14:50 - 22/05/21 por Lusa

Mundo Iraque

Segundo a agência Associated Press (AP), as autoridades americanas apontam este acontecimento como um sinal de esperança face ao esforço frustrado que tem acontecido para repatriar milhares de iraquianos de um local conhecido como terreno fértil para jovens insurgentes.

Durante a visita à Síria, na sexta-feira, quando se encontrou com tropas e comandantes, o general dos Estados Unidos para o Médio Oriente mostrou-se otimista na concretização da transferência do campo al-Hol.

O general da Marinha, Frank McKenzie, avisou repetidamente que os jovens nos campos estão a ser radicalizados e tornar-se-ão a próxima geração de perigosos militantes.

"Seria o primeiro passo em muitas dessas repatriações, e penso que será a chave para reduzir a população no acampamento de al-Hol e até noutros campos da região", disse McKenzie aos jornalistas que o acompanhavam, citado pela AP.

O militar sublinhou que as "nações precisam de trazer os seus cidadãos de volta, reintegrá-los e desradicalizá-los quando necessário, tornando-os elementos produtivos da sociedade".

Os líderes iraquianos, no início deste ano, falaram sobre repatriar alguns dos seus cidadãos, o que não aconteceu. Por isso, os planos para a próxima semana foram recebidos com ceticismo e não parecia claro se seria mais do que um acordo único.

O campo de al-Hol é o lar de cerca de 70 mil pessoas - a maioria mulheres e crianças - que foram deslocadas pela guerra civil na Síria e pela batalha contra o grupo do Estado Islâmico (EI).

Quase metade são iraquianos. Cerca de dez mil estrangeiros estão alojados num anexo seguro, e muitos no campo continuam fanáticos do EI.

Muitos países recusaram repatriar os seus cidadãos que se juntaram ao EI, depois dos extremistas declararem o seu califado em 2014.

No final de março, a principal força liderada por curdos, apoiados pelos EUA no nordeste da Síria, conduziu uma intervenção no Al-Hol e, pelo menos, 125 suspeitos foram detidos.

Desde então, segundo McKenzie, a segurança melhorou no acampamento, mas sem real impacto na radicalização da juventude. "Isso é o que me preocupa", disse, citado pela Efe.

"A capacidade do ISIS de alcançar, tocar esses jovens e transformá-los - de uma forma que, a menos que possamos encontrar uma maneira de retirá-la - far-nos-á pagar um preço alto no futuro."

Durante a visita de um dia, McKenzie encontrou-se com o comandante da SDF, Mazloum Abdi, numa base militar não revelada no leste da Síria. Num 'tweet' no sábado, Abdi disse que discutiram os desafios de segurança e económicos na região.

"Recebemos mensagens sobre a presença contínua das forças da coalizão, cooperação conjunta para combater o ISIS, e esforços para proteger e estabilizar a região", acrescentou.

Segundo a Efe, Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, ordenou a retirada total do Afeganistão, mas até agora disse pouco sobre os quase mil soldados americanos na Síria e os cerca de 2.500 no Iraque.

A presença americana na Síria é parte de uma revisão de postura global que está a ser feita agora pelo Pentágono.

Leia Também: EUA sancionam três pessoas por financiamento do Estado Islâmico

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