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Soldados deixam campos de treino no Sudão do Sul por falta de condições

Os soldados que deveriam constituir o Exército Nacional do Sudão do Sul, ao abrigo do acordo de paz de 2018, abandonaram os campos de treino devido à falta de condições, anunciou a entidade que supervisiona o cumprimento do pacto.

Soldados deixam campos de treino no Sudão do Sul por falta de condições

O presidente da Comissão Conjunta de Monitorização e Avaliação (JMEC, na sigla em inglês), Charles Gituai, afirmou à agência Efe que "os soldados abandonaram campos e centros de treino em todo o país devido à falta de alimentos, medicamentos e bens básicos", acrescentando que as condições nestes locais "estão a deteriorar-se e podem piorar com o início da estação das chuvas".

Gituai apelou ao Governo de transição no Sudão do Sul para resolver a falta de financiamento para estes centros e, de um modo geral, junto de todas as instalações e procedimentos destinados à formação e construção de forças conjuntas ao serviço do país africano.

"Até agora não foram formadas forças conjuntas e este é um grande dilema para o acordo de paz no Sudão do Sul", assinalou o presidente da JMEC, pertencente à Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD, em inglês), que tem servido de mediador entre oposição e Governo do Sudão do Sul desde o início do conflito, no final de 2013.

A unificação de forças governamentais e rebeldes armados é um dos principais pontos do acordo de paz, embora seja controverso e careça de fundos e de apoio político para a sua realização.

O executivo do Sudão do Sul justificou o atraso na formação e graduação de novas tropas com a falta de financiamento e problemas "logísticos", como a inundação de alguns campos.

No início do mês, a ministra da Defesa, Angelina Teny, disse que a graduação teria lugar até 31 de maio, mas essa data não será cumprida, à semelhança de outros pontos do acordo.

Em setembro de 2018, o Governo do Presidente, Salva Kiir, e a oposição armada, liderada por Riek Machar, assinaram um acordo de paz na capital etíope, sob o qual foi formado, em fevereiro de 2020, um Governo de transição no qual ambos os lados estão representados.

O Sudão do Sul, com maioria de população cristã, obteve a sua independência ao separar-se do Norte árabe e muçulmano em 2011. No entanto, a partir do final de 2013, o país entrou num conflito civil, provocado pela rivalidade entre o Presidente, Salva Kiir, e o seu então vice-presidente, Riek Machar, e que resultou na morte de mais de 380 mil pessoas.

As partes formaram um Governo de unidade nacional em 2016, que caiu poucos meses após a formação devido a um reinício da violência, tendo essa sido a primeira tentativa de pacificação do jovem país africano.

Leia Também: Forças militares egípcias no Sudão num momento de tensão com a Etiópia

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