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Grupos de cidadãos vaiam Sánchez à chegada a Ceuta e Melilha

O chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, foi hoje recebido com vaias por vários grupos de pessoas à chegada a Ceuta e Melilha, cidades autónomas assoladas por uma crise migratória.

Grupos de cidadãos vaiam Sánchez à chegada a Ceuta e Melilha

Em Ceuta, as vaias ocorreram à saída do heliporto da cidade, poucos minutos depois de Sánchez ter aterrado, quando um grupo de pessoas concentrado no exterior da infraestrutura gritou insultos ao primeiro-ministro espanhol e bateu com as mãos num dos carros da caravana oficial.

Em Melilla, onde Sánchez chegou com atraso em relação ao horário previsto, as opiniões dividiram-se entre as cerca de 400 pessoas que o aguardavam defronte do Palácio da Assembleia, onde se reuniu com o autarca local, Eduardo de Castro.

Ao sair do carro, muitos dos presentes receberam-no com assobios e vaias, enquanto outros o acolheram e apoiaram, uns gritando "renúncia" e "rua" e outros tentavam contrariá-los gritando "presidente, presidente" (do Governo).

No entanto, todos concordaram na palavra de ordem "Melilla é Espanha", tendo sido controlados por um forte destacamento policial dentro de um vasto perímetro de segurança.

Sánchez chegou acompanhado pela representante do Governo na comunidade autónoma de Melilla, Sabrina Moh, que o recebeu no aeroporto. 

Eduardo de Castro e sua primeira vice-presidente e secretária-geral do PSOE local, Gloria Rojas, entraram no Palácio da Assembleia minutos antes e esperaram por Sánchez à porta.

Desde a manhã de segunda-feira, quase 8.000 migrantes entraram no enclave espanhol de Ceuta a nado ou a pé, uma onda migratória sem precedentes.

Ao mesmo tempo, na madrugada de segunda para terça-feira, 86 migrantes, de um total de mais de 300, entraram no enclave de Melilha, localizado 400 quilómetros a leste.

Cerca de 4.000 migrantes foram devolvidos a Marrocos, tendo o Ministério do Interior espanhol anunciado o envio de reforços da polícia local para fazer frente ao fluxo maciço e repentino de milhares de migrantes no enclave espanhol.

Sánchez prometeu "restaurar a ordem" no enclave e descreveu os acontecimentos como "uma grave crise para Espanha e também para a Europa".

Ceuta e Melilla, as únicas fronteiras terrestres da União Europeia com África, são regularmente palco de tentativas de entrada de migrantes, mas a maré humana de segunda-feira não tem precedentes.

Embora Rabat seja um aliado fundamental de Madrid na luta contra a imigração ilegal, as relações diplomáticas entre os dois países deterioraram-se desde que Espanha recebeu, no final de abril, o líder dos separatistas saarauís da Frente Polisário, Brahim Gali, para ser tratado devido à covid-19, uma decisão que despertou a ira de Rabat.

Leia Também: Crise em Ceuta? "Estando no mesmo barco mais vale atuar em conjunto"

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