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Moçambique. EUA esperam "conclusão satisfatória" do conflito em breve

Os Estados Unidos esperam uma "conclusão satisfatória" e rápida para o conflito e insegurança em Moçambique, após cooperação com o Governo e sociedade civil, declarou hoje a representante permanente norte-americana junto das Organização das Nações Unidas.

Moçambique. EUA esperam "conclusão satisfatória" do conflito em breve

"Estamos comprometidos com o Governo [moçambicano] a fazer todos os possíveis para proteger civis, prevenir futuros ataques e aliviar o sofrimento. (...) Esperamos que sejamos capazes de enfrentar e chegar a uma conclusão satisfatória muito em breve", afirmou Linda Thomas-Greenfield.

A representante dos EUA junto da ONU respondia hoje a uma pergunta da agência Lusa em conferência de imprensa virtual de antevisão da reunião do Conselho de Segurança da ONU, que se realiza na quarta-feira, sobre a Paz e Segurança em África.

"Os EUA estão muito preocupados com a situação em Moçambique e estamos a trabalhar muito de perto com o Governo de Moçambique, organizações internacionais e organizações da sociedade civil no terreno para tentar encontrar uma solução (...) que ajude o Governo a enfrentar os ataques que tiveram lugar", declarou a diplomata, que iniciou o seu mandato à frente da missão dos Estados Unidos junto da ONU em finais de fevereiro.

Linda Thomas-Greenfield destacou a colaboração e cooperação internacional como uma das formas de fortalecer e capacitar a liderança política e a sociedade em Moçambique.

Criar capacidades, competências, conhecimentos, ferramentas, oportunidades e sustentar programas de desenvolvimento nas regiões afetadas pela instabilidade foram as formas destacadas pela responsável de cooperação dos EUA com Moçambique, por intermédio da ONU e da representação norte-americana no país africano.

Para a diplomata norte-americana, um dos passos mais importantes para a resolução da crise é "estar em contacto com comunidades fora do Governo central", principalmente com as comunidades na "linha da frente" do conflito.

É essencial assegurar que as comunidades "não estejam isoladas" e que sejam envolvidas na ação governativa ao lidar com ameaças terroristas, completou Linda Thomas-Greenfield, sublinhando que o contacto direto com a população é um dos "pontos fortes" dos EUA.

O Governo norte-americano também tenta destacar e realçar a importância da participação feminina na resolução de conflitos no continente: "Ao olharmos para como resolver conflitos, temos absolutamente de focar-nos nas mulheres e meninas e no papel que as mulheres têm na manutenção da paz, (...) que é extraordinariamente importante", considerou a responsável, com uma longa carreira diplomática em África, como embaixadora dos EUA para a Libéria (2008 a 2012) e enviada especial no Paquistão, Quénia, Gâmbia e Nigéria.

Linda Thomas-Greenfield considerou que o período de análise, identificação dos danos e prejuízos sentidos no continente africano será "longo e complicado" e "ao avançar-se, haverá ameaças para África", mas os Estados Unidos irão permanecer como "parceiro comprometido" para o continente.

O Departamento de Estado norte-americano declarou em inícios de maio que a ajuda humanitária prestada a Moçambique no presente ano fiscal vai ajudar 20 mil famílias com bens de primeira necessidade e fornecer 700 mil dólares (573,5 mil euros) ao Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

Segundo um comunicado divulgado em 06 de maio, a ajuda norte-americana em Moçambique é visível através da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), com "bens de primeira necessidade vitais".

A reunião do Conselho de Segurança da ONU, na quarta-feira, será dedicada à Paz e Segurança em África, com especial enfoque no impacto da pandemia de covid-19 e causas profundos dos conflitos no continente.

O debate será pontuado com discursos do secretário-geral da ONU, António Guterres, do administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Achim Steiner, e de um representante da União Africana, além dos Estados-membros.

Como resultado da reunião, espera-se a adoção de uma declaração presidencial do Conselho para o reforço de mecanismos de recuperação no continente africano.

O programa do Conselho de Segurança da ONU não especifica se Moçambique está na agenda da reunião de quarta-feira.

Leia Também: Nyusi reforça que não recusou "em nenhum momento" ajuda internacional

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