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Portugal quer "que Israel pare" e se criem "condições de convivência"

António Costa está em Paris para a cimeira sobre as economias africanas. Questionado pelos jornalistas sobre a posição de Portugal face ao adensar do conflito em Gaza, o primeiro-ministro salientou que Portugal quer "que Israel pare e que possamos regressar a um ponto onde isto não se agrave".

Portugal quer "que Israel pare" e se criem "condições de convivência"

O Presidente da República de França reúne-se hoje em Paris com dezenas de líderes africanos para debater o relançamento do crescimento, apostando no envolvimento dos parceiros internacionais e na criação de um pacote de "apoio massivo" às economias.

Um encontro no qual participa António Costa. O chefe do Governo português anunciou que o encontro tem como objetivo analisar as formas de cooperação entre a UE e os países africanos, "não só no que diz respeito à emergência da Covid" mas também ao “desenvolvimento estrutural do continente africano”.

Neste âmbito, o primeiro-ministro falou num “mecanismo de migração legal”, que possa beneficiar a “circulação” no quadro de investigadores e estudantes e assim promover o desenvolvimento empresarial e científico do continente africano.

Recorde-se que esta cimeira acontece depois de França ter anunciado o perdão da dívida de mais de 4 mil milhões de euros ao Sudão, e surge na sequência da divulgação de um pedido de apoio dos líderes africanos, em 15 de abril de 2020, no Financial Times e no Jeune Afrique, afetados não só pelo impacto da pandemia na saúde, mas também na economia.

Em relação a este assunto, António Costa falou em “novas formas para responder à dívida dos países africanos e numa oportunidade para desenvolver contactos bilaterais”. Lembrou, também, que “neste momento já aprovámos a moratória em relação a dois países e estamos a apreciar os demais”. 

"Não podemos esquecer que também somos um país com endividamento elevado e portanto isto tem de ser visto num quadro geral”, atirou, defendendo que este é um tema que tem de ser “discutido [no âmbito] de um acordo global” e no qual está incluído Portugal. 

Nesse sentido, salientou uma "especialíssima responsabilidade" de Portugal em ajudar estes países, criando condições fazer frente à crise que veio "aumentar as desigualdades entre países", e exortou a que não se fique "apenas pelas palavras e se crie ações efetivas".

Conflito em Gaza

António Costa foi ainda questionado sobre a posição do Governo português em relação do adensar do conflito em Gaza. Sem se querer alongar muito sobre o assunto, que será discutido esta tarde em videoconferência pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, o primeiro-ministro afirmou que este foi um tema também falado na cimeira de Paris, não tanto do ponto de vista do conflito em si, mas da "cooperação e das relações bilaterais".

"Com certeza que toda a gente defende um cessar-fogo e a criação de condições de convivência entre povos e Estados e essa é posição de Portugal, que Israel pare e que possamos regressar a um ponto onde isto não se agrave", explicou. 

Regresso do turismo em Portugal

António Costa foi questionado ainda sobre a abertura de portas a turistas britânicos, que esta segunda-feira chegaram a Faro, no sul do país.

O primeiro-ministro lembrou que "as entradas estão sujeitas à apresentação de um teste negativo e a uma vigilância constante da aplicação das regras", desmistificando que a chegada de turistas possa aumentar o risco da presença de novas variantes no país. 

Costa lembrou da importância de ir dizendo a quem chega ao país quais são as regras impostas em Portugal, e defendeu a necessidade de se manter todos os cuidados.

“Há a ideia de que o pior já passou, hoje estamos numa situação muito melhor, mas poderemos estar melhor se não relaxarmos e continuarmos a cumprir essas regras. As fronteiras reabriram mas com regras que têm de ser cumpridas e estão a  ser cumpridas”, concluiu.

Leia Também: Portugal disponível para "integrar forças e apoios" a Moçambique 

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