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Médio Oriente: Proteção de infraestruturas de saúde é um "imperativo"

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou hoje que a proteção de infraestruturas de saúde e dos respetivos profissionais é um "imperativo em todas as circunstâncias", num primeiro comentário à recente escalada de violência entre israelitas e palestinianos.

Médio Oriente: Proteção de infraestruturas de saúde é um "imperativo"
Notícias ao Minuto

17:32 - 17/05/21 por Lusa

Mundo OMS

essencial que as normas humanitárias internacionais sejam totalmente respeitadas", referiu o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, reforçando: "Apelo aos líderes de todas as partes para que garantam o cumprimento destas leis vitais".

Durante uma conferência de imprensa em Genebra (Suíça), o diretor-geral da OMS, agência do sistema das Nações Unidas, indicou que esta recente escalada do conflito israelo-palestiniano - com os confrontos entre as forças israelitas e o movimento radical islâmico Hamas a entrarem na segunda semana - já provocou "dezenas de incidentes envolvendo profissionais de saúde e infraestruturas".

Em plena crise pandémica, Tedros Adhanom Ghebreyesus referiu igualmente que "os testes à doença covid-19 e a vacinação foram severamente afetados, criando riscos para a saúde em todo o mundo".

"A OMS continua a trabalhar e tem trabalhado durante anos com todos os atores do setor da saúde em Israel e na Palestina e tem trabalhado muito (...) para tentar aproximar as duas partes em questões de interesse mútuo", afirmou, por sua vez, o diretor executivo do Programa de Emergências em Saúde da OMS, Michael Ryan.

Presente na mesma conferência de imprensa, Michael Ryan apelou para que todos os ataques que visem qualquer recurso ou infraestrutura relacionados com o setor da saúde "acabem imediatamente", bem como insistiu que o acesso aos cuidados médicos "deve ser garantido".

"Vamos continuar a trabalhar com todos aqueles que querem ajudar as pessoas necessitadas e as pessoas cuja saúde, física e mental, está a ser afetada por este conflito devastador", garantiu o mesmo representante.

Os atuais combates entre israelitas e palestinianos são considerados os mais graves desde 2014.

Desde 10 de maio, a nova escalada no conflito israelo-palestiniano já provocou a morte de 200 palestinianos, incluindo 59 menores, e mais de 1.300 feridos na Faixa de Gaza, enclave palestiniano controlado pelo movimento radical islâmico Hamas desde 2007 e sob bloqueio israelita há mais de uma década.

No domingo, 42 palestinianos, incluindo pelo menos oito menores e dois médicos, foram mortos durante as manobras ofensivas das forças israelitas.

Tratou-se do balanço diário mais grave desde o início desta nova vaga de confrontos, segundo o Ministério da Saúde local.

Do lado israelita, pelo menos 10 pessoas foram mortas, incluindo uma criança, e outras 294 sofreram ferimentos na sequência do lançamento de foguetes e de mísseis a partir da Faixa de Gaza.

Os combates começaram em 10 de maio, após semanas de tensões entre israelitas e palestinianos em Jerusalém Oriental, que culminaram com confrontos na Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar sagrado do Islão junto ao local mais sagrado do judaísmo.

Ao lançamento maciço de foguetes por grupos armados em Gaza em direção a Israel opõe-se o bombardeamento sistemático por forças israelitas contra a Faixa de Gaza.

O conflito israelo-palestiniano remonta à fundação do Estado de Israel, cuja independência foi proclamada em 14 de maio de 1948.

Leia Também: Covid-19: Situação em diversos países "é ainda muito preocupante"

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