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Novo executivo continuará a defender independência da Catalunha

Os dois principais partidos independentistas da Catalunha anunciaram hoje um acordo para formar o próximo governo regional, que terá como objetivo alcançar de forma "pacífica" a "independência" da região e "impulsionar uma agenda transformadora".

Novo executivo continuará a defender independência da Catalunha

"Superámos as dificuldades e temos um acordo bom que assegura um governo [catalão] forte", disse o coordenador nacional da ERC, Pere Aragonès, em conferência de imprensa conjunta, acrescentando que se inicia "uma nova etapa" para criar um "governo independentista" e "impulsionar uma agenda transformadora".

A ERC (Esquerda Republicana da Catalunha), o partido separatista mais votado nas eleições regionais de 14 de fevereiro último, e o JxCat (Juntos pela Catalunha, direita) concordaram em formar um governo de coligação presidido por Pere Aragonès (ERC), com 14 conselheiros (ministros) divididos em partes iguais pelos dois movimentos.

Segundo Pere Aragonès, "há ainda muito trabalho a fazer", iniciando-se agora uma nova etapa num governo que estará empenhado nas "políticas de progresso", e que terá "prioridades claras e inequívocas para promover uma agenda transformadora nos domínios económico e social, a fim de sair da crise provocada pela covid-19".

O anúncio é feito a nove dias do prazo limite para investir um novo presidente da Generalitat (governo regional) e assim evitar a repetição das eleições na Catalunha.

"Um não acordo seria acabar com o sonho de muita gente de ter uma estratégia independentista", disse por seu lado o secretário-geral do JxCat, Jordi Sánchez, que está "convencido que o acordo que acomoda os dois pontos de vista do independentismo".

A principal diferença entre os dois partidos é a estratégia do movimento separatista catalão, com a ERC a defender o diálogo com o Governo espanhol de esquerda dirigido pelo socialista Pedro Sánchez, que apoia no parlamento de Madrid, enquanto o JxCat se recusa a negociar com o executivo central.

Três anos e meio após a tentativa fracassada de independência em outubro de 2017, os partidos pró-independência reforçaram nas eleições regionais de 14 de fevereiro último a sua maioria absoluta, com 74 dos 135 assentos do parlamento regional.

Mas a ERC (33 deputados) não pode fazer eleger o seu candidato, um advogado de 38 anos, sem o apoio de JxCat (32 lugares) e da CUP (9 lugares).

As relações entre a ERC e o JxCat, que governam a região em conjunto desde 2015, deterioraram-se desde a tentativa frustrada de independência de 2017, após a qual a ERC abandonou a estratégia de rutura unilateral com Madrid.

Um acordo entre os partidos separatistas nesta região de Espanha já assegurou a eleição como presidente do parlamento regional de Laura Borràs, do JxCat.

Isto apesar de o PSC (Partido Socialista da Catalunha, associado ao PSOE) ter sido a formação mais votada e ter o mesmo número de deputados regionais (33) da ERC, formação que ficou em segundo lugar e que é a mais votada entre os partidos independentistas.

O PSC ganhou as eleições regionais catalãs (23,0% e 33 deputados), mas a soma dos partidos separatistas reúne a maioria absoluta dos votos, assim como dos lugares no parlamento regional, tendo a ERC (21,3%, 33 deputados) substituído o JxCat (20,0%, 32 lugares) como o maior partido independentista.

As eleições regionais de 14 de fevereiro também foram marcadas pela subida da extrema-direita espanhola do Vox, que ficou em quarto lugar com 7,6% e 11 deputados, seguida dos independentistas da CUP com 6,7% e nove deputados e o partido de extrema-esquerda En Comú Podem (associado ao Podemos) com 6,9% e oito deputados.

O grande perdedor das eleições foi o Cidadãos (direita-liberal), que nas eleições de 2017 concentrou o voto útil dos constitucionalistas (pela união de Espanha) que agora fugiu para o PSC, e desceu de 25,3% para de 5,5% e de 36 para apenas seis deputados.

Por último, o Partido Popular (PP, direita) obteve 3,8% e três lugares no novo parlamento regional.

Leia Também: Catalunha: Independentistas com pré-acordo para formar governo regional

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