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Colisão de carro contra forças de segurança israelitas provoca feridos

Um ataque com recurso à colisão de um automóvel contra as forças de segurança israelitas provocou hoje vários feridos em Jerusalém Oriental, segundo a polícia e os socorristas.

"Quatro polícias ficaram feridos num ataque com um carro" no bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental, disse a polícia israelita, enquanto as equipas locais de salvamento relataram um total de sete feridos.

A polícia israelita adiantou ter "neutralizado" o atacante, sem divulgar a sua identificação nem informar se está morto ou se sofreu ferimentos.

Muitos polícias estão destacados nesta zona da Cidade Santa, que tem sido palco de manifestações e confrontos entre a polícia e os palestinianos que se opõem à possível expulsão de famílias palestinianas.

As tensões centram-se na propriedade da terra de várias casas em que vivem quatro famílias palestinianas.

No início deste ano, o Tribunal Distrital de Jerusalém decidiu a favor da reivindicação de direitos de propriedade das famílias judias nesta área de Jerusalém Oriental, setor palestiniano ocupado e anexado por Israel.

Ao abrigo da lei israelita, se os judeus puderem provar que as suas famílias viviam em Jerusalém Oriental antes da guerra israelo-árabe de 1948, podem requerer a devolução dos seus "direitos de propriedade", mas a lei não contempla os palestinianos que perderam os seus bens durante a guerra.

A decisão do tribunal enfureceu os palestinianos, que a contestam, e desde então as manifestações têm frequentemente conduzido a confrontos com a polícia, ou com famílias de colonos no bairro.

Dirigentes da extrema-direita israelita, como o deputado Itamar Ben Gvir, defensor da colonização de Jerusalém Oriental, deslocaram-se em várias ocasiões ao bairro de Sheikh Jarrah, gesto entendido pelos palestinianos como provocador.

Pelo menos 33 palestinianos morreram hoje, incluindo oito crianças, na sequência de ataques aéreos israelitas à Faixa de Gaza, sendo este o balanço mais mortífero desde que o conflito teve início e do qual já resultaram 181 mortos.

Entre as vítimas mortais de hoje contam-se ainda 12 mulheres, segundo avançaram as autoridades palestinianas da Saúde, que indicaram que as oito crianças morreram durante o bombardeamento a um bairro na Cidade de Gaza, de que resultou a destruição de três prédios.

Minutos após o ataque, as equipas de socorro conseguiram resgatar um sobrevivente e colocá-lo numa maca, sendo que, dos ataques de hoje, há ainda a registar 50 feridos, de acordo com a Associated Press.

No sábado, em Gaza, um edifício de 13 andares foi destruído por um ataque aéreo israelita, um prédio que acolhia os escritórios de vários órgãos internacionais de comunicação social, assim como apartamentos residenciais.

Os combates começaram em 10 de maio, após semanas de tensão entre israelitas e palestinianos em Jerusalém Oriental, que culminaram em confrontos na Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar sagrado do islão, junto ao local mais sagrado do judaísmo.

Ao lançamento maciço de foguetes por grupos armados em Gaza em direção a Israel, as forças israelitas respondem com o bombardeamento sistemático da Faixa de Gaza.

Leia Também: Dezenas de feridos de Gaza levados para o Egito para assistência médica

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