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Arábia Saudita convoca chefes de diplomacias de países muçulmanos

A Arábia Saudita convocou os chefes da diplomacia da maior organização de países muçulmanos para uma reunião no domingo em que discutirão os confrontos entre israelitas e palestinianos e a repressão policial a manifestantes muçulmanos em Jerusalém.

Arábia Saudita convoca chefes de diplomacias de países muçulmanos

O reino pretende juntar virtualmente os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 57 países da Organização para a Cooperação Islâmica para "discutir a agressão israelita em território palestiniano", especialmente atos de violência sobre manifestantes junto à mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, um dos locais mais sagrados do Islão.

Entre os países convocados estão o Irão, a Turquia, a Indonésia e outras nações com populações maioritariamente muçulmanas.

A mesquita de Al-Aqsa é um assunto sensível para os muçulmanos. Foi um ataque ao templo conduzido por extremistas judeus em 1970 que levou à constituição da organização.

O monte em que foi construída também é um local sagrado para os judeus, que o adoram como Monte do Templo.

Entre alguns judeus e cristãos evangélicos defende-se a construção de um novo templo judaico no local, o que os muçulmanos receiam que leve à divisão ou demolição da sua mesquita.

Na Cisjordânia ocupada por Israel, os palestinianos têm-se manifestado para assinalar o aniversário da deslocação de centenas de milhares de refugiados do território que é hoje o Estado de Israel em 1948.

O chamado "Dia da Nakba" ("catástrofe", em árabe) verifica-se num clima de violência generalizada entre judeus e muçulmanos e violentos combates entre as forças armadas israelitas e o grupo militante Hamas, que governa a Faixa de Gaza.

Na sexta-feira, os palestinianos que vivem na Cisjordânia juntaram-se nas maiores manifestações dos últimos anos e envolveram-se em confrontos com as forças israelitas, que mataram 11 pessoas, incluindo um palestiniano que tentou esfaquear um militar.

Na Faixa de Gaza, violentos combates começaram em 10 de maio, após semanas de tensão entre israelitas e palestinianos em Jerusalém Oriental, que culminaram com confrontos na Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar sagrado do islão junto ao local mais sagrado do judaísmo.

Ao lançamento maciço de foguetes por grupos armados em Gaza em direção a Israel opõe-se o bombardeamento sistemático por forças israelitas contra a Faixa de Gaza.

O conflito israelo-palestiniano remonta à fundação do Estado de Israel, cuja independência foi proclamada em 14 de maio de 1948.

Cerca de 700.000 palestinianos fugiram ou foram expulsos durante a guerra de 1948. Hoje, os seus descendentes ascendem a cerca de 5,7 milhões de pessoas distribuídas pela Faixa de Gaza, Cisjordânia, Jordânia, Líbano e Síria.

Leia Também: Morreram 140 pessoas em Gaza desde o início dos confrontos

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