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Criacionista eleito para a liderança do partido DUP da Irlanda do Norte

O atual ministro da Agricultura no governo autónomo da Irlanda do Norte e adepto do criacionismo, Edwin Poots, foi eleito líder do Partido Democrata Unionista (DUP, na sigla em inglês), sucedendo a Arlene Foster, foi hoje anunciado.

Criacionista eleito para a liderança do partido DUP da Irlanda do Norte
Notícias ao Minuto

18:20 - 14/05/21 por Lusa

Mundo Edwin Poots

Defensor de uma linha dura contra as regras pós-'Brexit' específicas para a província britânica, Poots obteve 19 votos de um total de 36 membros elegíveis para votar, derrotando o rival Jeffrey Donaldson. 

Poots é um cristão fundamentalista e crente no criacionismo, teoria segundo a qual o Universo foi criado pela mão de Deus, cujas visões conservadoras sobre as questões sociais ecoam as do fundador do DUP, o falecido reverendo Ian Paisley. 

Foster demitiu-se devido à pressão crescente dentro do partido para deixar a liderança por ter apoiado o acordo de saída da UE que o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, fez com Bruxelas. 

Apenas os oito deputados do partido na Câmara dos Comuns no parlamento britânico e 26 membros da Assembleia regional da Irlanda do Norte podem votar na eleição para a liderança do partido enraizado na Igreja Presbiteriana Livre. 

O DUP opôs-se ao acordo de paz da Irlanda do Norte de 1998, mas mais tarde aceitou as condições, incluindo dividir o poder com o partido Sinn Fein, ligado ao extinto Exército Republicano Irlandês (IRA).

A partilha do poder no Executivo regional sempre foi difícil, e a administração de Belfast foi suspensa durante quase três anos a partir de 2017.

A saída do Reino Unido da União Europeia no final de 2020 abalou ainda mais o equilíbrio político na Irlanda do Norte, uma parte do Reino Unido onde algumas pessoas se identificam como britânicas e outras como irlandesas.

As regras para o comércio pós-'Brexit' impuseram controlos aduaneiros sobre algumas mercadorias que se deslocam entre a Irlanda do Norte e o resto do Reino Unido, que os 'unionistas' criticam. 

O acordo foi desenhado para evitar controlos entre a Irlanda do Norte e a Irlanda, um membro da UE, porque uma fronteira irlandesa aberta ajudou a sustentar o processo de paz que pôs fim a décadas de violência na Irlanda do Norte.

Os novos acordos irritaram os 'unionistas' britânicos da Irlanda do Norte, que dizem que os novos controlos equivalem a uma fronteira no Mar da Irlanda, enfraquecem os laços com o resto do Reino Unido e podem impulsionar os apelos pela reunificação irlandesa.

As tensões sobre as novas regras foram um fator que contribuiu para uma semana de violência nas ruas em cidades da Irlanda do Norte no mês passado, quando jovens bombardearem a polícia com tijolos, fogos de artifício e bombas incendiárias.

Leia Também: Irlanda deve acelerar crescimento para 4,6% este ano e 5% em 2022

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