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Negócios na Crimeia. Ucrânia acusa deputados pró-russos de alta traição

A Procuradoria da Ucrânia acusou hoje dois dos mais proeminentes deputados pró-russos, Victor Medvedchuk e Tarás Kozak, de alta traição, por causa dos seus negócios na península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.

Negócios na Crimeia. Ucrânia acusa deputados pró-russos de alta traição
Notícias ao Minuto

23:23 - 11/05/21 por Lusa

Mundo Ucrânia

"Como organizador de atividades ilegais, Medvedchuk, que tem fortes vínculos com os mais altos dirigentes da Rússia, iniciou, segundo a investigação, atividades subversivas contra a Ucrânia, nomeadamente na área económica", disse Irina Venediktova, procuradora-geral da Ucrânia, durante uma conferência de imprensa.

Horas antes, Venediktova ordenara por escrito que os dois deputados fossem informados de que são suspeitos de alta traição, levando as forças de segurança a tentar localizar o seu paradeiro.

Segundo a procuradora-geral, em 2000, Medvedchuk enviou a Kozak, que então se encontrava na Rússia, informações sobre a localização de uma base secreta do exército ucraniano, para que fossem entregues aos serviços secretos russos.

Medvedchuk e Kozak também são acusados de "saquear" recursos nacionais "no território provisoriamente ocupado da Crimeia" e trabalhar em benefício do "Estado agressor", numa alusão à Rússia.

A procuradora-geral explicou que ambos os suspeitos consideram a Crimeia parte da Rússia, apropriaram-se de bens do Estado, revelaram segredos de Estado e documentos relativos a recursos naturais no valor de 38.000 milhões de hryvnias (cerca de 1.1 milhões de euros).

Além disso, são acusados de lançar o projeto "Luch" (relâmpago), cujo objetivo seria enviar ucranianos para estudar e trabalhar na Rússia, a fim de defender os interesses do Kremlin e influenciar a política nacional na Ucrânia.

Membros dos serviços de segurança da Ucrânia vasculharam hoje o escritório e duas casas em Kiev de Medvedchuk, um dos líderes do partido pró-Rússia Plataforma de Oposição pela Vida.

Segundo os serviços de segurança, Medvedchuk esteve em território ucraniano há dois dias, enquanto Kozak viajou para a Rússia, não fazendo intenção de regressar.

"Medvedchuk está na Ucrânia. Ele não fugiu para lugar nenhum (...) e certamente provará a sua inocência", disse Renat Kuzmin, um membro do partido pró-russo.

O Plataforma Oposição pela Vida acusou hoje as autoridades de lançarem "uma retaliação política aberta e cínica" contra os seus líderes, com a ajuda da "máquina repressiva do Estado policial".

A justiça ucraniana já tinha aberto um processo criminal em 2019 contra Medvedchuk - amigo pessoal do Presidente russo, Vladimir Putin, com quem se reuniu em várias ocasiões nos últimos anos - por violar a integridade territorial.

Medvedchuk sempre defendeu a concessão de um estatuto de autonomia para a região de Donbass, chegando mesmo a apresentar um plano de paz apoiado por Moscovo.

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