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Junta militar diz que Governo de Unidade Nacional é grupo terrorista

A junta militar de Myanmar (antiga Birmânia) declarou como grupos terroristas o Governo de Unidade Nacional e organizações criadas por representantes e ativistas pró-democracia que se opõem ao golpe de 1 de fevereiro, avança a agência de notícias local.

Junta militar diz que Governo de Unidade Nacional é grupo terrorista
Notícias ao Minuto

11:15 - 09/05/21 por Lusa

Mundo Myanmar

Segundo a Myanmar Now, os militares também declararam o "Parlamento Democrático", denominado Comité de Representantes da Assembleia da União (CRPH), e a milícia anti-junta, Força de Defesa Popular, como organizações terroristas.

Militares liderados pelo general golpista Min Aung Hlaing continuam a tentar controlar o país entre protestos diários e um movimento de desobediência civil que é seguido por trabalhadores desde a área da saúde, a professores e operários fabris, refere a agência de notícias espanhola EFE.

O CRPH foi formado após o golpe que derrotou a líder do Governo eleito, Aung San Suu Kyi, e em 16 de março anunciou o chamado Governo de Unidade Nacional, formado por políticos próximos à ativista e vencedora do Prémio Nobel da Paz Suu Kyi, assim como de ativistas representantes de minorias étnicas.

Após meses de repressão pelo golpe militar, o "Governo democrático" anunciou na quarta-feira a criação da Força de Defesa Popular, uma milícia civil destinada a defender os seus seguidores.

Faz hoje precisamente um mês desde que ocorreu um dos piores massacres desde o golpe na cidade do Bago, onde militares fardados atacaram os manifestantes, causando pelo menos 83 mortes em apenas um dia.

Os representantes pró-democracia, que trabalham clandestinamente, indicaram que a Força de Defesa Popular é o passo anterior para a criação de um Exército federal que esperam poder formar com a ajuda dos guerrilheiros de minorias étnicas.

Soldados e polícias da junta militar mataram até agora 775 civis, incluindo pelo menos 43 menores, e já detiveram mais de 3.700 pessoas, incluindo Suu Kyi e o presidente deposto, Win Myint.

Leia Também: Myanmar. Junta militar suspende trabalhadores do setor educativo

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