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EUA e Europa pedem reatamento "imediato" das negociações no Afeganistão

Os Estados Unidos e a Europa apelaram hoje a um reatamento "imediato" e "sem condições prévias" das negociações no Afeganistão, acusando os talibãs de bloqueio do processo de paz e da imposição de uma "violência contínua" naquele país.

EUA e Europa pedem reatamento "imediato" das negociações no Afeganistão

Os enviados de Washington, da União Europeia (UE), da NATO e de vários países europeus reuniram-se na quinta-feira em Berlim para fazer um ponto da situação da questão afegã e do anunciado processo de retirada total das forças internacionais daquele território.

A administração norte-americana, liderada pelo Presidente Joe Biden, tem prevista a retirada de todas as tropas no Afeganistão até 11 de setembro, quando se assinala o 20.º aniversário dos atentados de 2001, que conduziram à guerra no país.

Em abril passado, os aliados da Aliança Atlântica (NATO), incluindo Portugal, deram por concluída a missão "Apoio Firme" ("Resolute Support") no Afeganistão e anunciaram que a retirada das tropas da coligação iria começar a 01 de maio, em coordenação com a saída dos soldados norte-americanos destacados naquele país.

Numa declaração conjunta, hoje citada pelas agências internacionais, norte-americanos e europeus "exortam a um reatamento imediato, sem condições prévias, de negociações substanciais sobre o futuro do Afeganistão, com o objetivo de desenvolver e de negociar um compromisso realista de partilha de poder que possa conduzir a um governo inclusivo e legítimo".

"O processo de retirada das tropas não deve ser utilizado como pretexto pelos talibãs para suspender o processo de paz", advertiram os representantes norte-americanos e europeus.

Negociações diretas, sem precedentes, entre o governo de Cabul e os talibãs tiveram início em setembro no Qatar, mas o processo encontra-se atualmente estagnado.

Uma conferência especial foi marcada para finais de abril na Turquia para tentar reanimar o processo negocial, mas o encontro acabou por ser adiado 'sine die' (sem data), após os talibãs se terem recusado a participar na iniciativa em protesto contra o novo calendário de retirada anunciado por Washington.

Desde o início da retirada das forças estrangeiras, intensos confrontos e atos de violência, nomeadamente atentados com bombas, têm ocorrido no território afegão.

No comunicado hoje divulgado, os enviados de Washington e europeus "condenaram veementemente a violência contínua no Afeganistão, pela qual os talibãs são amplamente responsáveis", exigindo aos insurgentes "que cessem a sua ofensiva (...) não declarada".

"Qualquer ataque dos talibãs contra as nossas tropas" durante o processo de retirada das forças internacionais "desencadeará uma resposta enérgica", advertiram os representantes.

Em tom de conclusão, norte-americanos e europeus apelaram a todas as fações beligerantes para a assumirem "medidas imediatas e necessárias" para diminuir a tensão no país para, dessa forma, alcançar "um cessar-fogo permanente e abrangente".

Leia Também: Afeganistão: Jornalista assassinado após ameaças dos talibãs aos 'media'

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