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Moçambique: União Africana quer investigação profunda a relatos de abusos

A enviada especial da União Africana a Moçambique defende que as autoridades moçambicanas devem investigar os relatos de violações dos direitos humanos das mulheres no norte do país e levar os responsáveis à justiça.

Moçambique: União Africana quer investigação profunda a relatos de abusos

"A enviada especial insta as autoridades moçambicanas a conduzirem uma investigação profunda aos relatos das violações dos direitos humanos das mulheres, declarar tolerância zero a qualquer forma de violência sexual e baseada no género e reforçar os esforços para levar os responsáveis por estes crimes à justiça", escreveu Bineta Diop.

De acordo com um comunicado consultado hoje pela Lusa, a enviada especial do presidente da Comissão da União Africana para a Paz, Segurança e Mulheres acrescenta que "está a seguir com grande preocupação o rescaldo dos ataques terroristas em Palma e noutros distritos da província nortenha de Cabo Delgado e o impacto nas mulheres e meninas".

No texto, Bineta Diop apela "ao governo de Moçambique, aos organismos regionais e à comunidade internacional para agirem rapidamente e darem apoio adequado aos deslocados, especialmente às mulheres, adolescentes e crianças", para além de defender também um tratamento adequado das diferentes necessidades.

"A enviada especial defende que as necessidades específicas e diferenciadas dos mais vulneráveis, especialmente mulheres e crianças, devem ser respondidas de forma apropriada não apenas em termos de assistência humanitária imediata, mas também na construção da paz a longo prazo e nos planos e estratégias de recuperação e desenvolvimento socioeconómicos", acrescenta-se ainda no texto.

Grupos armados aterrorizam Cabo Delgado desde 2017, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico, numa onda de violência que já provocou mais de 2.500 mortes segundo o projeto de registo de conflitos ACLED e 714.000 deslocados de acordo com o Governo moçambicano.

O ataque a Palma provocou dezenas de mortos e feridos, num balanço ainda em curso.

As autoridades moçambicanas recuperaram o controlo da vila, mas o ataque levou a petrolífera Total a abandonar por tempo indeterminado o recinto do projeto de gás que tinha início de produção previsto para 2024 e no qual estão ancoradas muitas das expectativas de crescimento económico de Moçambique na próxima década.

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