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Chade realizará eleições dentro de 18 meses, após morte do presidente

O Chade realizará eleições "livres e democráticas" após um "período de transição" de 18 meses, em que o país será liderado por um conselho militar presidido pelo filho do presidente, Idriss Déby Itno, morto em batalha, anunciou hoje o exército.

Chade realizará eleições dentro de 18 meses, após morte do presidente
Notícias ao Minuto

14:25 - 20/04/21 por Lusa

Mundo Chade

"O Conselho Militar de Transição (TMC), presidido pelo tenente-general Mahamat Idriss Déby, 37, filho do falecido Presidente, garante a independência nacional, a integridade territorial, a unidade nacional, o respeito pelos tratados e acordos internacionais, e assegura a transição por um período de 18 meses", anunciou o porta-voz do exército, general Azem Bermandoa Agouna, na televisão estatal, numa declaração assinada pelo novo homem forte do regime no Chade.

"Novas instituições republicanas serão criadas no final da transição através da organização de eleições livres, democráticas e transparentes", adiantou.

Mahamat Idriss Déby Itno, comandante da guarda presidencial, filho do Presidente chadiano, Idriss Déby Itno, falecido na sequência de ferimentos em combate, e cuja morte foi anunciada hoje, é o novo líder do conselho militar, tal como disse, também hoje, o exército.

"Foi criado um conselho militar chefiado pelo seu filho, o general Mahamat Idriss Déby Itno" (37 anos), anunciou o porta-voz do exército, general Azem Bermandoa Agouna, numa declaração transmitida na rádio estatal, pouco depois de anunciar a morte do chefe de Estado, cuja reeleição para um sexto mandato tinha sido anunciada na segunda-feira.

"O conselho reuniu-se imediatamente e promulgou a Carta de Transição", acrescentou Bermandoa Agouna.

O Presidente do Chade, Idriss Déby Itno, no poder há 30 anos, morreu hoje de ferimentos sofridos enquanto comandava o seu exército na luta contra rebeldes no norte do país durante o fim-de-semana, anunciou o porta-voz.

Déby, 68 anos, um oficial militar de carreira que tomou o poder em 1990 num golpe e foi promovido ao posto de marechal de campo em agosto último, foi reeleito no passado dia 11 para um mandato de seis anos com 79,32% dos votos, de acordo com os resultados provisórios anunciados esta segunda-feira à noite pela comissão eleitoral nacional.

Ministros e oficiais de alta patente deram conta na segunda-feira que o chefe de Estado tinha visitado a linha da frente para se juntar ao seu exército, que enfrentava uma coluna de rebeldes, que tinham lançado uma ofensiva a partir de bases recuadas na Líbia no dia das eleições, 11 de abril.

Os rebeldes, que o exército começou por dizer na segunda-feira que tinha derrotado nos combates, afirmaram numa declaração que Déby tinha sido ferido, mas a informação não tinha até agora sido confirmada por fontes oficiais.

O exército chadiano anunciou na segunda-feira que tinha provocado mais de 300 baixas entre os rebeldes, que haviam iniciaram há oito dias uma incursão no norte do país, e que tinha perdido cinco soldados em combate no passado sábado.

O grupo rebelde FACT ('Front for Change and Concord in Chad') lançou uma ofensiva a partir das suas bases de retaguarda na Líbia no passado dia 11, dia das eleições presidenciais, cuja vitória foi ontem atribuída a Deby.

"Mais de 300 rebeldes foram neutralizados no campo do inimigo" no passado sábado, disse na segunda-feira o próprio Bermandoa Agouna, acrescentando que a ofensiva rebelde nas províncias de Tibesti e Kanem tinha "terminado".

Bermandoa disse ainda nessas primeiras declarações que 36 soldados foram feridos nos combates de sábado e que 150 rebeldes tinham sido feitos prisioneiros, "incluindo três líderes".

O FACT, pelo seu lado, informou numa declaração no domingo que tinha "libertado a região de Kanem", onde os combates tiveram lugar no sábado.

Os confrontos entre os rebeldes e o exército chadiano no maciço de Tibesti, que faz fronteira com a Líbia, são frequentes.

Em fevereiro de 2019, uma outra incursão com o objetivo de derrubar Idriss Déby Itno, foi travada pela intervenção de caças bombardeiros da força aérea francesa, solicitada por Ndjamena.

Leia Também: Presidente do Chade morre após ser ferido na frente de combate

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