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Migrações: Sobe para 41 número de mortos em naufrágio ao largo da Tunísia

Pelo menos 41 migrantes, incluindo um bebé, que tentavam alcançar a Europa a partir das costas tunisinas morreram na sequência de um naufrágio ocorrido esta semana ao largo da Tunísia, indicou hoje um novo balanço da guarda costeira local.

Migrações: Sobe para 41 número de mortos em naufrágio ao largo da Tunísia

O anterior balanço do incidente, já classificado como o pior naufrágio ocorrido deste o início do ano nas costas tunisinas, dava conta de 20 vítimas mortais e de 17 desaparecidos.

A embarcação precária que transportava os migrantes saiu da praia de Sidi Mansour em Sfax, a segunda maior cidade da Tunísia, com a intenção de chegar à vizinha ilha italiana de Lampedusa.

A estrutura precária, a sobrelotação e as condições meteorológicas adversas sentidas na zona, com registo de chuvas, ventos fortes e forte ondulação, acabaram por precipitar o naufrágio da embarcação, segundo acrescentou a mesma fonte.

Inicialmente, a guarda costeira, apoiada por pescadores locais, localizou na água 21 corpos a flutuar, incluindo os cadáveres de nove mulheres e de um bebé, todos migrantes procedentes da África subsaariana.

Outros três migrantes foram resgatados e reencaminhados para terra, onde receberam os primeiros cuidados médicos e a assistência da Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência que integra o sistema das Nações Unidas.

As operações de busca e de resgate prosseguem, com as autoridades locais a admitirem que o número de vítimas mortais poderá ainda aumentar.

A Tunísia faz parte da chamada rota migratória do Mediterrâneo Central, encarada como uma das mais mortais, que sai igualmente a partir da Argélia e da Líbia em direção à Itália e a Malta.

Esta rota em direção à Europa tem sido utilizada por milhares de migrantes, sobretudo africanos, mas também por tunisinos, que tentam fugir de conflitos, violência e da pobreza.

As saídas de embarcações precárias em direção às costas europeias têm-se multiplicado no último ano na Tunísia, país que atravessa uma grave crise política, social e económica, que se intensificou com a atual crise pandémica.

Segundo dados oficiais, cerca de 13.000 tunisinos conseguiram atravessar o Mediterrâneo e chegar às costas italianas em 2020, dos quais cerca de 1.400 eram menores de idade.

Cerca de outros 6.000 foram intercetados em alto mar pelas patrulhas marítimas tunisinas.

Pelo menos 292 migrantes morreram desde 01 de janeiro de 2021 no Mediterrâneo e 1.200 em 2020, a grande maioria nesta rota central, segundo a ONU.

A caminho do Mediterrâneo estará, entretanto, o novo navio de resgate humanitário da organização não-governamental (ONG) alemã Sea-Eye, que anunciou hoje que o "Sea-Eye 4" deixou o estaleiro de Rostock, na Alemanha, em direção a Espanha.

"Pessoas estão a morrer no Mediterrâneo há muitos anos", afirmou o presidente da ONG, Gorden Isler, num comunicado, referindo que o navio "Sea-Eye 4" representa "um sinal importante enviado por uma ampla aliança da sociedade civil para os Estados-membros da União Europeia (UE)".

"Permitir que pessoas se afoguem no Mediterrâneo para reduzir o número de pedidos de asilo na Europa e para dissuadir outros a não fugirem é desumano", reforçou.

Durante seis meses, o novo navio de resgate, que terá pavilhão alemão, foi reconstruído por cerca de 250 voluntários ligados à iniciativa "United4Rescue", que reúne 744 parceiros, incluindo os Médicos Sem Fronteiras (MSF), a Confederação alemã de Sindicatos (DGB) e o partido alemão Die Linke (esquerda radical).

O projeto do navio foi em grande parte financiado pela Igreja protestante alemã.

O navio deverá chegar a Espanha no final deste mês, de onde irá partir "o mais depressa possível" para a sua primeira missão no Mediterrâneo, de acordo com a ONG alemã.

Leia Também: Refugiados. Vinte mortos e 17 desaparecidos ao largo da Tunísia

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