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Beirute. Juiz liberta seis pessoas relacionadas com caso de explosões

O juiz libanês que dirige a investigação sobre a explosão no porto de Beirute, ocorrida em 2020, ordenou hoje a libertação de seis pessoas que estavam detidas há meses no âmbito deste caso, informou a agência de notícias libanesa.

Beirute. Juiz liberta seis pessoas relacionadas com caso de explosões
Notícias ao Minuto

14:59 - 15/04/21 por Lusa

Mundo Líbano

Não ficaram esclarecidos os motivos para decisão do juiz em libertar as seis pessoas, entre as quais está um oficial da segurança que havia escrito uma advertência detalhada sobre os perigos do material armazenado no porto aos seus responsáveis antes da explosão.

Quase 3.000 toneladas de nitrato de amónio, um material altamente explosivo usado em fertilizantes e que haviam sido armazenadas indevidamente no porto de Beirute durante anos, explodiram em 04 de agosto de 2020, matando 211 pessoas, ferindo mais de 6.000 e destruindo zonas residenciais nas proximidades.

O juiz Tarek Bitar foi nomeado para liderar a investigação em fevereiro, depois de o seu antecessor ter sido removido após acusar dois ministros de negligência.

A agência estatal de notícias libanesa disse que Bitar ordenou a libertação das seis pessoas, incluindo o major Joseph Naddaf, do Departamento de Segurança do Estado, e o major Charbel Fawaz, da Direção-Geral de Segurança.

Os restantes quatro são funcionários aduaneiros e portuários.

Os seis serão proibidos de viajar para fora do Líbano, de acordo com fonte ligada ao processo.

A mesma fonte acrescentou que outras 19 pessoas ainda estão detidas no âmbito deste caso, entre os quais o responsável da alfândega e o seu antecessor, bem como o diretor-geral do porto.

A prisão de Naddaf durante esses meses irritou muitas pessoas no Líbano, especialmente porque o seu relatório enviado duas semanas antes da explosão foi um claro aviso dos perigos.

A explosão do porto de Beirute foi uma das experiências mais traumáticas que os libaneses enfrentaram e as famílias dos mortos estão céticas de que qualquer investigação sobre a explosão possa ser transparente e independente num país onde uma cultura de impunidade prevalece há décadas.

Leia Também: Fortes protestos sociais no Líbano estão a afetar os hospitais

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