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Equador. Resultados preliminares dão 52,93% a Lasso e 47,07% a Arauz

Os resultados preliminares da segunda volta das eleições presidenciais no Equador dão 52,93% dos votos ao conservador Guillermo Lasso e 47,07% ao socialista Andrés Arauz, segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

Equador. Resultados preliminares dão 52,93% a Lasso e 47,07% a Arauz

Até agora, foram contabilizados os votos de 5.617 das 39.985 mesas, de acordo com o site da CNE, que começou a divulgar dados preliminares cerca de uma hora após o encerramento das mesas.

Os votos nulos totalizam 288.612 e os brancos 28.609.

Os dados oficiais parciais foram conhecidos depois de divulgadas duas sondagens: uma empresa apontava a vitória de Lasso por seis pontos e outra não divulgou o resultado por a diferença entre os dois candidatos ser inferior à margem de erro.

Numa nota, o CNE lembrou que os resultados das sondagens não são oficiais, têm margem de erro e "não refletem o resultado de todos os votos registados nas urnas".

De acordo com a presidente da CNE, Diana Atamaint, a segunda e última volta das eleições presidenciais no Equador terminou no domingo "em paz absoluta" e sob normas de segurança para minimizar o contágio de covid-19.

"Com alegria e em paz absoluta, encerramos este dia eleitoral", afirmou Atamaint em comunicado divulgado na sede da CNE na capital, Quito, poucos minutos após o encerramento das assembleias de voto às 17:00 horas locais (22:00 em Lisboa).

A responsável indicou ainda que o organismo registou, meia hora antes do final da votação, um nível de participação de 71,35% dos eleitores registados, pouco mais de 13 milhões no total, mas mais de 410 mil deles residentes fora de Equador.

Na primeira volta, o economista Andrés Arauz Galarza, de 36 anos, ficou em primeiro lugar, com 32,72% dos votos, contra 19,74% do ex-banqueiro de direita Guillermo Lasso, de 65 anos, e 19,39% do líder indígena de esquerda Yaku Perez, de 51 anos, segundo os resultados oficiais do escrutínio de 07 de fevereiro.

Nas eleições gerais de 07 de fevereiro, um total de 16 candidatos participaram na primeira volta das eleições presidenciais e os peruanos também escolheram 137 representantes para a Assembleia Nacional peruana.

Andrés Arauz Galarza, que concorre pela coligação União pela Esperança (UNES, esquerda), é considerado "afilhado" político do ex-Presidente Rafael Correa, o qual detém ainda uma força política poderosa, apesar de a sua condenação à revelia a oito anos de prisão por corrupção, confirmada em setembro de 2020 por um tribunal.

Rafael Correa, que foi aliado próximo do ex-Presidente venezuelano Hugo Chávez, está atualmente exilado na Bélgica.

Andrés Arauz Galarza propôs fazer os ricos pagarem mais impostos e fortalecer os mecanismos de proteção ao consumidor, bancos públicos e organizações locais de crédito e poupança.

O candidato disse que não cumprirá os acordos estabelecidos com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O banqueiro Guillermo Lasso, do movimento CREO (Criando Oportunidades, que abriga partidos de centro-direita) defende políticas de livre mercado e a aproximação do Equador às organizações internacionais.

Lasso prometeu criar mais empregos e atrair bancos internacionais, assim como impulsionar os setores do petróleo, mineração e energia com a participação de entidades privadas em substituição do financiamento estatal.

O país de 17,4 milhões de habitantes, na costa oeste da América do Sul, já experimentava uma desaceleração económica em grande parte impulsionada pela queda nos preços do petróleo em 2015 e a crise de saúde causada pela doença covid-19 abalou profundamente a economia do país, que já vivia uma grande contestação social com protestos dos indígenas, nomeadamente em 2019.

A pandemia de covid-19 paralisou 70% das empresas no ano passado e deixou um rasto de 600.000 desempregados, elevando a taxa de desemprego para quase 68%.

O novo Presidente terá de lidar com uma economia que contraiu entre 10% e 12%, uma dívida que equivale a cerca de 60% do produto interno bruto (PIB) e uma taxa de pobreza em torno de 35%.

Contra todas as probabilidades, as autoridades chegaram a um acordo bem-sucedido em agosto para reestruturar 17,4 mil milhões de dólares (cerca de 14,5 mil milhões de euros) da dívida externa do país, após obter um programa financeiro com o FMI de 6,5 mil milhões de dólares.

O Governo também anunciou que vai investir cerca de 200 milhões de dólares na aquisição de vacinas contra a covid-19, que serão enviadas até setembro ou outubro, para imunizar cerca de nove milhões de habitantes, 60% da população.

O país já registou cerca de 340.000 casos e mais de 17 mil mortes devido à covid-19, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Leia Também: Guillermo Lasso declara-se vencedor das eleições presidenciais no Equador

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